Com o tema “Nenhum Direito a Menos: Democracia e Cidadania”, a 21ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de Palmas reuniu neste domingo, 14, segundo a organização do evento, centenas de pessoas, em um ato marcado pela celebração da diversidade, pela defesa dos direitos humanos e pela reafirmação da luta por igualdade. Durante a programação, a Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), por meio do Núcleo Especializado de Defesa dos Direitos Humanos (NDDH), esteve presente oferecendo orientações e atendimentos jurídicos gratuitos à população, fortalecendo o acesso à Justiça e à cidadania.
A coordenadora do NDDH, defensora pública Franciana Di Fátima Cardoso Costa, destacou que a presença da Instituição no evento representa um importante instrumento de acolhimento e garantia de direitos. “A população LGBTQIAPN+ ainda enfrenta situações de invisibilidade e vulnerabilidade em diferentes espaços da sociedade. A Defensoria Pública está aqui para prestar assistência jurídica, garantir direitos e contribuir para que essas vozes sejam ouvidas e respeitadas. As pessoas precisam ter segurança e consciência de que todos têm o direito de ser quem realmente são, sem medo”, disse.
A parceria entre a DPE-TO e o movimento LGBTQIAPN+ foi destacada pelo presidente da Parada, Fernando Coelho. Segundo ele, a Instituição tem sido uma aliada da comunidade. “A Defensoria sempre abriu as portas para defender nossa comunidade e garantir cidadania para quem mais precisa. Muitas pessoas recorrem à Instituição pela qualidade e gratuidade dos serviços oferecidos. É uma parceria fundamental para a nossa luta”.
Um dos pioneiros do movimento LGBTQIAPN+ no Tocantins e integrante da coordenação do evento, o professor Damião Rocha lembrou que a Parada representa um espaço de mobilização política e social construído ao longo de mais de duas décadas. “Estamos há 21 anos ocupando as ruas para reivindicar dignidade, respeito e cidadania. Tivemos importantes conquistas nesse período, mas seguimos vigilantes para que nenhum direito seja retirado. A presença da Defensoria Pública ao nosso lado, desde a construção da Semana da Diversidade até a realização da Parada, demonstra o compromisso das instituições com a defesa da nossa população”, afirmou.
Entre os participantes, a estudante universitária Ayanna Karoline ressaltou a importância da mobilização social. “Estamos vivendo um momento em que falar sobre os direitos da população LGBT é fundamental. Muitas pessoas ainda sofrem preconceito e acabam se calando. Ter a Defensoria Pública aqui é importante para mostrar que existe apoio e orientação para quem sofre qualquer tipo de violência ou discriminação. Ninguém deve se calar diante da homofobia”, destacou.
O educador, servidor público e liderança dos povos tradicionais e de terreiro, Rodolfo Praiz, também ressaltou a importância da Parada como um espaço de conscientização e fortalecimento da cidadania. “Isso nos dá segurança e demonstra que nossos direitos estão sendo observados e protegidos.”
A drag e travesti Waysla Blond falou sobre o espaço de celebração, mas também de conscientização. “Muitas pessoas ainda desconhecem direitos já garantidos, como o casamento civil, a doação de sangue e outras garantias legais. Ter a Defensoria Pública próxima da população é fundamental para levar informação e assegurar que esses direitos sejam conhecidos e exercidos.”
Para Carolina Freitas, a Parada representa um importante espaço de visibilidade e reconhecimento . “Nossa luta é pela validação da nossa orientação sexual e pelo reconhecimento da nossa existência, independentemente de com quem estejamos nos relacionando em determinado momento. Estar na Parada e ter essa visibilidade é afirmar que existimos, resistimos e merecemos respeito”.
Mulher trans, ativista e professora, Rubra Araujo definiu a mobilização como um momento histórico de resistência e reivindicação por políticas públicas. “Estamos aqui para dizer que existimos, que somos cidadãos e cidadãs e que queremos exercer plenamente nossa cidadania. Não queremos apenas contribuir com este país por meio dos impostos; queremos viver com dignidade, respeito e liberdade para expressar quem somos”, pontuou.
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