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Vistoria realizada pela Defensoria identifica situações irregulares no maior hospital do Estado

Publicado em 21/10/2021 10:21
Autor(a): Marcus Mesquita / Comunicação DPE-TO
Defensores públicos conversaram com profissionais do hospital para saber sobre condições de trabalho - Foto: Loise Maria/Comunicação DPE-TO



Falta de medicamentos; lotação em corredores; idosos em situações não adequadas; profissionais sem capacitação na área pediátrica; e o não cumprimento do contrato da empresa responsável pelo fornecimento dos alimentos são algumas das diversas falhas administrativas detectadas pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) durante vistoria realizada no Hospital Geral de Palmas (HGP). A ação aconteceu no último dia 7, em atuação conjunta do Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (Nusa) e da Central de Atendimento à Saúde (CAS).

A vistoria passou pelas alas infantil, psiquiátrica e covid, além das salas vermelha, amarela e de tomada de decisões, assim como pelos setores de hemodinâmica e de raio-x e pelos corredores da unidade hospitalar.

Outros pontos críticos também detectados e destacáveis são a falta de Equipamentos de Proteção Individuais (EPis) para os profissionais de saúde; a existência de pacientes da psiquiatria aguardando conduta clínica no corredor da unidade; e a ausência de pagamento adicional aos técnicos que trabalham no raio-x.

Foram responsáveis pela vistoria e assinaram o Relatório de Situacional do HGP o coordenador do Nusa, defensor público Freddy Alejandro Solorzano Antunes, e o coordenador da Central de Atendimento à Saúde, defensor público Arthur Luiz Pádua Marques. Conforme Arthur Pádua, a situação exige urgentes providências.

“Não encontramos a situação que gostaríamos de ter encontrado, porque com frequência ouvimos do Estado que está tudo bem no HGP, mas vimos que não está. O Hospital continua com muita dificuldade; faltam medicações, equipamentos, até álcool, e em um tempo de pandemia. Vimos crianças usando cânulas [item para uso respiratório] de adultos, o que fere o nariz delas; pacientes idosos e psiquiátricos nos corredores. Falta muito em todos os setores”, enfatizou o Coordenador da CAS.

Ofício

Segundo reforça Freddy Alejandro, faltam muitos medicamentos de extrema importância para os pacientes, como Simeticoma, Florax, Sabutamol, Unizinco; e outros de uso cotidiano, como Amitripilina, Luftal, Floratil, Buscopam, Frutovitan e Omeprazol; e as carências chegam a itens básicos.

“Observamos muitas falhas; faltam muitos medicamentos e itens essenciais para a atuação diária dos profissionais da saúde, como as máscaras N95, que estão sendo disponibilizadas unitariamente, de uma em uma por profissional a cada sete dias. Outro ponto grave é que a única proteína oferecida na maioria dos dias é o frango; nem frutas e sucos estão sendo fornecidos. Agora vamos oficiar o Estado para prestar esclarecimentos e quais providências serão tomadas”, destacou o Coordenador do Nusa.

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