edit Editar esse Conteúdo

Retirada de objetos pessoais na Casa de Prisão Provisória de Palmas gera revolta nos presidiários

Publicado em 26/07/2016 09:15
Autor(a): Cinthia Abreu
Retirada de objetos pessoais na Casa de Prisão Provisória de Palmas gera revolta nos presidiários - Foto: Cinthia Abreu

Os defensores públicos Maurina Jácome Santana e Daniel Gezoni realizaram visita à CPPP – Casa de Prisão Provisória de Palmas na última sexta-feira, 22. A visita aconteceu em razão da denúncia de um princípio de rebelião no presídio, com queima de colchões e roupas. Durante o atendimento aos presos, foi verificado que o fato ocorreu em virtude da insatisfação dos presidiários quanto ao recolhimento de suas roupas pessoais por parte da equipe de segurança. “Retiraram tudo que as nossas famílias trouxeram para a gente – roupa, chinelo, sapatos, roupa de cama, caixinha de som, e deixaram a gente só com o uniforme que eles querem”, reclamou um dos detentos.

Eles reclamam também da opressão por parte da Polícia Militar durante as vistorias. “Usam bomba, spray de pimenta, agem com muita violência, chegam aqui destruindo tudo. Isso aqui é patrimônio nosso, nossa família rala pra caramba para comprar uma TV como essa para eles chegarem com violência e quebrarem tudo”, denuncia outro preso, enquanto mostrava uma televisão quebrada, segundo ele, por policiais durante vistoria. Outra reclamação dos detentos é a falta de material para tratamentos e reparos de higiene bucal. Segundo ele, há dentistas na Casa de Prisão Provisória, mas eles não têm como atender aos pacientes por falta de material básico.


Segurança

Além de ouvir as presos, os Defensores Públicos estiveram também reunidos com a equipe de segurança da CPPP e da Umanizzare, empresa de gestão prisional que atende ao presídio em Palmas. Segundo eles, as roupas e objetos pessoais precisaram ser retiradas por uma questão de segurança, visto que alguns presos estavam escondendo armas e drogas em objetos como chinelos. Ainda segundo a equipe de segurança, novos uniformes seriam entregues ainda na sexta-feira, 22, assim como as roupas pessoais aos detentos. De acordo com a defensora pública Maurina Jácome Santana, será feito um relatório com as informações apresentadas pelos presos para que sejam encaminhadas aos órgãos responsáveis para as devidas providências.

keyboard_arrow_up