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Nudem destaca importância da educação em direitos como forma de romper ciclos de violência

Publicado em 05/03/2026 15:51
Autor(a): Marcos Miranda/Comunicação DPE-TO
A palestra foi realizada para seis turmas do ensino fundamental - Foto: Marcos Miranda/Comunicação DPE-TO

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (Nudem), da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), promove atividades de educação em direitos como mais uma ferramenta para fortalecer a rede de apoio e romper ciclos de violência contra a mulher.

“A violência contra a mulher é um problema estrutural. A gente sabe que conhecimento é poder. Educar meninas e meninos deste cedo é a única forma de garantir que as próximas gerações não reproduzam o machismo”, destaca a coordenadora do Nudem, defensora pública Pollyana Assunção, que realizou hoje, 5, uma palestra para estudantes do Colégio Militar em Palmas.

A formação dos meninos também foi uma questão apontada por uma das estudantes presente na palestra. “Acho muito importante porque muitos meninos ainda não sabem como tratar uma mulher e acabam fazendo comentários sobre inseguranças das meninas. Já aconteceu comigo e com amigas. Esse tipo de palestra ajuda a ensinar mais respeito e mostra como devemos nos tratar dentro da escola e na sociedade também”, relatou.

Em conversa com acadêmicos do 1º e 2º períodos do curso de Direito da Universidade Afya, também na Capital, na noite dessa quarta-feira, 4, lembrou que, como futuros operadores do Direito, cada um tem parte na transformação da realidade social.

“É essencial falar sobre respeito e igualdade com homens e mulheres ainda em formação, para que entendam seus direitos e também suas responsabilidades na construção de relações saudáveis. Muitas vezes, a violência contra a mulher começa de forma silenciosa, com controle financeiro, ameaças ou desvalorização psicológica. Muitas mulheres sequer percebem que estão vivendo uma violência patrimonial ou psicológica, e esses ciclos podem evoluir até situações extremas, como o feminicídio”.

Ainda durante a palestra, a Defensora Pública enfatizou que a violência contra a mulher atravessa diferentes classes sociais e muitas vezes permanecem invisíveis. “Não é um problema restrito a um determinado perfil de família ou comunidade. Muitas mulheres sofrem em silêncio por medo, vergonha ou pressão social. Quando levamos esse debate para escolas e universidades, estamos formando cidadãos mais conscientes e também futuros profissionais capazes de identificar e orientar vítimas de violência”, afirmou.

A acadêmica do 2º período de Direito, Laisy Daniella, também destacou a importância da iniciativa para ampliar a percepção dos estudantes. “Às vezes a gente vive em uma bolha e não percebe o que acontece ao nosso redor. Quando ouvimos relatos e explicações de quem trabalha diretamente com esses casos, passamos a entender melhor a realidade. Muitas vezes uma vizinha, uma amiga ou uma parente pode estar passando por isso e a gente nem percebe”, comentou.

Na faculdade Afya, a atividade foi acompanhada pelo coordenador do curso de Direito, Guilherme Augusto Martins, na aula do professor Igor de Andrade Barbosa, defensor público federal em Palmas.

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