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Na DPE-TO, ação promove espaço de escuta com adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa

Publicado em 20/02/2026 08:45
Autor(a): Marcos Miranda/Comunicação DPE-TO
Na ação, que ocorreu na sala de reuniões do Conselho Superior da DPE-TO, foram ouvidos adolescentes que cumprem medida socioeducativa em meio aberto, em Palmas - Foto: Rafael Batista/Comunicação DPE-TO

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) recebeu, na quinta-feira, 19, cerca de 20 adolescentes para uma atividade do Projeto Acesso à Justiça. A ação teve como objetivo promover a escuta qualificada de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em meio aberto em Palmas, contribuindo para o aprimoramento da política de socioeducação no Estado.

O encontro, conduzido pela defensora pública Larissa Pultrini Pereira de Oliveira Braga, aconteceu na sala de reuniões do Conselho Superior, da sede de atendimentos da DPE-TO, em parceria com o Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca) Glória de Ivone. 

Segundo Larissa Pultrini, o momento busca um diagnóstico sobre o cumprimento das medidas socioeducativas em meio aberto, como liberdade assistida e prestação de serviços à comunidade e a proposta é ouvir os adolescentes sobre como têm vivenciado o processo, se compreendem seus direitos e deveres e quais são as principais dificuldades enfrentadas.

“Todo ato tem uma consequência e faz parte do nosso trabalho acompanhar esse cumprimento. Mas este é um espaço seguro, de escuta, sem julgamentos. O objetivo é compreender como vocês estão se sentindo e o que pode ser aprimorado”, disse a Defensora Pública. 

Coordenadora do Cedeca, Mônica Brito ressaltou que a medida socioeducativa não tem caráter punitivo, mas educativo e de responsabilização com respeito à condição peculiar de desenvolvimento dos adolescentes. “Vocês não são diferentes de nós. Todos nós já fomos adolescentes e sabemos que é uma fase de descobertas, impulsos e aprendizados. Este é um espaço de igualdade, onde a voz de vocês é fundamental para melhorar o atendimento”.

Também participaram da atividade do Cedeca, a assistente social Marcela Barreto e a estagiária Ana Flávia Alves Pereira; e a assessora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Nudeca) da DPE-TO, Rebecca Gaspar.

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