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Em Mateiros, cidadãos têm pouco acesso aos direitos básicos

Publicado em 11/09/2013 09:02
Autor(a): Autor não informado

 

A lavradora Lucineide Francisca dos Santos, 44 anos, vive numa situação de extrema miséria juntamente com o marido e mais seis filhos numa pequena área na localidade conhecida como Galhão, na zona rural do município de Mateiros.

No local sobra esperança, mas falta comida no prato. A moradia para abrigar a família na verdade são pequenos cômodos feitos de adobe e palha, sem nenhuma ventilação, higiene, água tratada. O fornecimento de energia rural até chegou ao local, mas foi cortado por falta de dinheiro para pagamento da conta. O marido de Lucineide sequer possui documentos pessoais e com isso enfrenta várias dificuldades.

As crianças convivem com sujeira e fome e tentam driblar a situação brincando com restos de materiais e com os animais de estimação ou da pequena criação que possuem. Os mais novos frequentam a escola que fica nas proximidades; já os mais velhos, que estão acima de sexta série do ensino fundamental, estudam na cidade de Mateiros, mas só vão à escola quando conseguem uma carona. Na localidade, distante 36 quilômetros da sede da cidade, não há transporte escolar regular.

A situação foi presenciada pela equipe do Núcleo da Defensoria Pública Agrária – DPAGRA, que até esta sexta-feira, 13, estará visitando 11 comunidades da região de Mateiros. O grupo é formado pelos defensores públicos Arthur Luiz Pádua Marques, Franciana Di Fátima Cardoso, Hud Ribeiro, Psicólogos, Assistente Social, Assistentes e Analistas Jurídicos.

Diante da situação encontrada, o poder municipal será oficiado pela Defensoria Pública, cuja intenção é que essa família, a exemplo de outras, tenha os direitos assegurados para viver com dignidade, com um futuro melhor.

 Autora: Alessandra Bacelar

 

 

 

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