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Defensoria Pública participa de reinauguração de escola para presos da Barra da Grota

Publicado em 16/09/2013 17:22
Autor(a): Autor não informado
Defensor público destaca a importância da escola - Foto: Keliane do Vale

 

Com as aulas suspensas logo após a rebelião na Unidade de Tratamento Penal Barra da Grota – UTPBG, em dezembro de 2009, o Colégio Estadual Sonhos de Liberdade volta a funcionar nas instalações do presídio localizado na cidade de Araguaína. Nesta segunda-feira, 16, os reeducandos e autoridades participaram da reinauguração da escola, que vai oferecer da alfabetização ao ensino médio, propiciando aos detentos a remição da pena.

A frequência às aulas garantirá a redução de um dia da condenação para cada três estudados. A escola funcionará nos períodos matutino e vespertino, com seis salas com capacidade para atender 10 alunos por período. Os alunos foram selecionados pela empresa Umanizzare, entre outros critérios, pelo bom comportamento e somente os presos condenados. Através do Programa Brasil Alfabetizado os reeducandos poderão aprender a ler e escrever, para posteriormente ingressar na modalidade EJA – Educação de Jovens e Adultos.

O discurso das autoridades presentes durante a reinauguração alinhou-se no enaltecimento do benefício. Para o juiz de Execuções Penais, Herisberto e Silva Furtado e Caldas, os reeducandos devem ver este benefício como um divisor de águas. “Cumpram suas penas com dignidade e aproveitem as oportunidades. Muitos, em breve, terão uma progressão de regime e os estudos devem continuar”, recomendou o Juiz.

O defensor público Rubismark Saraiva acrescentou que percebe o funcionamento da escola como um direito respeitado, que vai garantir estabilidade emocional aos presos. Afirmação esta em concordância com a visão do reeducando A.R., 22 anos, que disse ser a ação um bom começo. “É um projeto bom, mas falta melhorar outras coisas. Quem está lá fora se esquece da gente, queremos ser respeitados em todos os nossos direitos”, declarou.

Para a professora Camila Reis dos Santos, os reeducandos são como quaisquer alunos que precisam ser motivados. “A redução da pena é um incentivo, mas o professor precisa ser um agente transformador, que incentive a mudança de vida dos detentos, com uma metodologia criativa e atraente”, explicou a professora. 

 

Autora: Keliane Vale

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