Foi protocolado no início da tarde desta quinta-feira, 5, na Prefeitura de Palmas, um ofício conjunto do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública e Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Tocantins onde é recomendada a devolução imediata dos objetos pertencentes aos integrantes do Movimento Ocupa Palmas, bem como providenciado veículo para levar tudo o que foi recolhido a um local indicado pelos manifestantes.
Na manhã desta quinta-feira, integrantes do Movimento estiveram reunidos com a coordenadora do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos, defensora pública Elydia Leda Barros Monteiro, e onde era esperada a presença também de representantes da Prefeitura de Palmas, o que não aconteceu. No encontro, os manifestantes relataram o ocorrido nos últimos dias, considerando o mais grave a retirada de forma violenta de todos os acampados na Praça do Bosque no último dia 3 de setembro, onde duas pessoas ficaram feridas.
Diante dos relatos as duas instituições, que já acompanham o Movimento desde a primeira desocupação, redigiram uma Nota (em anexo) expressando repúdio às condutas dos agentes públicos municipais, em especial os da Guarda Metropolitana ao utilizar armas para ofender a integridade física dos manifestantes. O descumprimento da recomendação no prazo de 24 horas poderá desencadear a proposição de ações judiciais.
No fim da tarde desta quinta-feira, o procurador municipal Vírgilio Ricardo Coelho Meireles, respondeu ao ofício informando que os objetos recolhidos emcontram-se disponíveis na Garagem Municipal, justificou que o recolhimento foi necessário em razão dos requeridos no ato da desocupação tentarem invadir outro bem público. Informou ainda que o caminhão pode fazer o transporte dos objetos, mas o endereço de entrega não pode ser um bem público.
Autora: Alessandra Bacelar