Agripino Pereira Lacerda e defensora Mary de Fátima - Foto: Loise Maria
São nos momentos difíceis que surgem aqueles com quem realmente podemos contar. Senti isso na pele no último dia 6 de fereveiro, ao retornar de Brasília onde participei juntamente com uma delegação de colegas Defensores Públicos, do Seminário Nacional Defensoria Pública e a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Pois bem, ao voltarmos da Capital Federal após a meia noite retornamos à sede da Defensoria Pública em Palmas para à bordo de nossos veículos seguirmos novamente para nossas residências. Aguardei que todos os colegas seguissem e só aí me direcionei a Avenida Teotônio Segurado. Passei a utilizar a terceira faixa à esquerda, sendo que na quarta faixa prosseguia uma motocicleta em baixa velocidade, foi quando sinalizei que passaria a utilizar aquele espaço.
No entanto, ao atravessar o cruzamento entre a Teotônio Segurado e a Avenida LO-11 meu carro foi atingido por outro veículo. Graças a Deus não tive ferimentos, mas no momento entrei em estado de choque ao ver que no outro veículo tinha uma criança, que estava sem cinto de segurança e ao imaginar que ela poderia ter sido lançada para fora do carro em que estava fiquei chocada.
Foi nesse momento que apareceu meu Anjo da Guarda, o servidor da Defensoria Pública, Agripino Pereira Lacerda. Sim, um Anjo mesmo, é assim que defino a atitude deste senhor, pois só alguém abençoado e provido de bondade para fazer o que ele fez por mim. O zelo de Agripino com todos os Defensores se deu desde o momento do desembarque, em que aguardou que todos seguissem em segurança para suas residências, até o momento em que me encontrou naquela situação de choque, instantaneamente após o acidente.
Foi Agripino quem me retirou do meu veículo, me ajudou a recobrar os sentidos e protegeu inclusive minha integridade física, pois quatro homens chegaram ao local me acusando de ter provocado o acidente. Graças a ação rápida de Agripino o acidente não tomou proporções ainda mais graves.
Enfim, resolvi relatar a todos os colegas da Defensoria Pública o acontecido como uma forma de reconhecer toda a dedicação que Agripino teve comigo e tenho certeza teria com qualquer outro integrante da Instituição ou com qualquer outro cidadão, que estivesse naquele momento necessitando de ajuda.
Difícil definir em palavras a gratidão que tenho por este senhor, mas tenho no meu coração um sentimento muito forte que externo a todos com este relato.
Muito obrigado, meu novo Anjo da Guarda, Agripino.