DPE-TO requer plano estratégico para remanejamento de leitos implantados para covid-19


Publicado em 14/10/2020 16:35

Vanderlan Maciel / Divulgação para DPE-TO

A ampliação dos leitos de UTI para atendimento da rede pública de saúde no Estado do Tocantins quanto às demandas ordinárias está em número insuficiente. A constatação é do Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (Nusa), da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), que apresentou Manifestação em Ação Civil Pública (ACP) para que seja apresentado um plano estratégico para remanejamento de leitos implantados para a covid-19 que possam atender demandas ordinárias enquanto não forem utilizados.

Conforme a Manifestação, a taxa de ocupação de leitos covid-19 (clínicos e UTI) demonstra o baixo índice de ocupação em comparação com a taxa de ocupação geral de leitos, em hospitais como o Hospital Infantil de Palmas, Hospital Maternidade Dona Regina, Hospital Geral de Palmas, Hospital Regional de Miracema e Hospital Regional de Araguaína, estão com seus índices de leitos em estado crítico até mesmo com superlotação. No Hospital e Maternidade Dona Regina, por exemplo, houve dois momentos de colapso por falta de vagas de UTI neonatal e pediátrica. Mais de 20 recém-nascidos precisaram de vaga de UTI neonatal, o que deve ser levado em questão à situação emergente da necessidade de ampliação dos leitos.

Enquanto isso, de acordo com o coordenador do Nusa, defensor público Arthur Luiz Pádua Marques, há leitos ociosos e pacientes desassistidos em unidades públicas de saúde aguardando por procedimentos cirúrgicos urgentes e eletivos, a  fim de que possam ser cumpridas as rotinas do hospital e garantir o acesso a serviços de UTI, tão valorizado agora em tempos de pandemia. 

A Manifestação foi apresentada nesta sexta-feira, 9, em ACP sobre leitos de UTI.


Autor(a): Cinthia Abreu


Tags: LEITOS, covid, UTI