Defensora Pública Adriana Camilo durante palestra no Taquari - Foto: Ascom
A comunidade do setor Taquari, região sul de Palmas, recebeu uma programação voltada aos direitos das mulheres, na última sexta-feira, 13. Ao lançar o Programa “Mulher mais Consciente”, a Polícia Militar do Estado reuniu mais de 1.000 pessoas na Escola Estadual Maria dos Reis Alves Barros. O referido Programa conta com a parceria da Defensoria Pública do Tocantins.
Várias palestras foram ministradas durante o lançamento, entre elas, uma com o tema “Procedimentos e medidas preventivas”, apresentada pela defensora pública Adriana Camilo, responsável pelo Núcleo Especializado da Defesa dos Direitos da Mulher – NEDIM, que alertou as mulheres sobre como devem agir caso sofram algum tipo de agressão. “Uma grande parte das mulheres não sabe como começar a buscar pelos seus direitos e é nesse trabalho preventivo que a Defensoria Pública atua, para dar esta informação e conceder a esta mulher seu acesso à justiça, que é o seu mais amplo direito, de buscar sua cidadania”, explicou Adriana Camilo.
Welere Silveira, capitã da Polícia Militar e diretora de Ações Preventivas da Subsecretaria da Polícia Comunitária, destacou a importância da parceria com a Defensoria Pública do Tocantins para o andamento do Programa “Mulher mais Consciente”. “Com essa parceria, podemos levar as informações sobre os direitos que cada um de nós temos e o acesso à justiça. Isso é importante tanto para os profissionais da segurança pública quanto para a população, pois a prevenção da violência é o nosso maior objetivo”.
“Eu já convivi com agressões de pessoas próximas a mim e, sei o quanto essa situação é triste”, relatou Joselene Barbosa, 30 anos, moradora do setor Taquari. “Aqui é quase constante agressões domésticas e ouvir estas palestras é muito bom, pois encoraja quem precisa de ajuda. Com informação, só sofre quem quer, pois direitos nós temos”, afirmou.
Durante o lançamento, também foram abordados os temas: Evolução histórica da mulher; Causas da violência; Direitos e garantias.
Passo a passo
Ao sofrer agressão, a mulher deve recorrer a Delegacia Especializada da Mulher onde será registrado o Boletim de Ocorrência e será gerado um pedido de medida protetiva de urgência.
Para as mulheres de baixa renda, a Defensoria Pública agiliza todas as ações pertinentes a vara de família para que essa mulher tenha segurança de continuar longe desse agressor.
“Não se calem e não esperem a segunda agressão. O objetivo da Lei Maria da Penha não é afastar casais, mas sim fazer com que não exista violência dentro de casa”, acrescenta a defensora pública Adriana Camilo.