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“Entre Linhas e Direitos” encerra ciclo de oficinas com debate sobre direitos para as mulheres

Publicado em 25/09/2026 16:16
Autor(a): Marcos Miranda/Comunicação DPE-TO
A terceira e última oficina foi realizada na Casa da Mulher Brasileira, em Palmas - Foto: Rafael Batista/Comunicação DPE-TO

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) encerrou, nesta sexta-feira, 25, as ações do projeto “Entre Linhas e Direitos”, iniciativa idealizada pela 2ª Defensoria Pública de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica em conjunto com estudantes da 1ª turma da Pós-Graduação em Acesso à Justiça e Vulnerabilidade da Escola Superior da Defensoria Pública (Esdep). 

A terceira e última oficina foi realizada na Casa da Mulher Brasileira, em Palmas, reunindo alunas do Centro de Ensino Médio Tiradentes e mulheres atendidas pela instituição para uma atividade de leitura, diálogo e reflexão sobre direito das mulheres. A proposta do projeto é utilizar a literatura como instrumento de acolhimento, sensibilização e educação em direitos.

Nesta edição, a oficina teve como ponto de partida o conto “Maria”, da escritora Conceição Evaristo. A partir da leitura da obra, as participantes foram convidadas a compartilhar percepções, experiências e reflexões relacionadas às diversas formas de violência contra as mulheres. Foi realizada uma leitura conjunta, encenações, discussões a partir da escolha de frases e palavras que compuseram painéis e debates entre os participantes.

“Acho que o Projeto foi muito importante, porque mostrou o equipamento da Casa da Mulher Brasileira, através da visita guiada, utilizou a literatura como canal motivador para o ensino dos Direitos Humanos relacionados à luta feminina, tratou de momentos históricos, tratou sobre dores e vivências partilhadas e, inclusive, trouxe, além da proposta de Direitos Humanos, a interlocução com a pós-graduação de Acesso à Justiça e Vulnerabilidade da Esdep, porque cada oficina teve a mediação de uma aluna da pós da primeira turma”, destacou a defensora pública Téssia Gomes Carneiro, autora do projeto.

Uma das palestrantes da atividade, aluna da pós-graduação da Esdep, Soraia Campos Almeida, ressaltou a importância de ampliar o conhecimento sobre os serviços disponíveis para mulheres em situação de violência. “O grande foco, para mim, ficou na questão da gente divulgar os serviços de proteção, de enfrentamento à violência, para que as pessoas saibam. Através dos seus relatos, as pessoas puderam colocar as suas dores, as suas vivências, as suas histórias de vida, e a partir dali entender que existem outros caminhos também para a gente poder lidar com isso”.

Estudante do CEM Tiradentes, uma das participantes das oficinas destacou a força da rede de apoio entre mulheres e deixou uma mensagem de incentivo à busca por ajuda. “A gente não precisa se sentir sozinha. Que a gente possa se apoiar o tempo todo com outras mulheres. Se você precisa de ajuda, fale. Se você precisa de alguém, fale também. Você não está sozinha e nunca vai estar”, concluiu.

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