O Núcleo Especializado de Questões Étnicas e Combate ao Racismo (Nucora) da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), durante ação itinerante da Instituição na aldeia Canuanã, do povo Javaé, localizada na Ilha do Bananal, levantou algumas demandas coletivas na comunidade, na área da educação, saúde e saneamento básico.
Sede dos atendimentos, na Escola Indígena Tainá, que atende a 133 alunos dos ensinos Fundamental e Médio, o problema, segundo a coordenadora auxiliar do Nucora, defensora pública Letícia Amorim, a questão é estrutural; por isto, a demanda referente à unidade de ensino será tratada junto à Secretaria de Estado da Educação, visando a viabilização de verbas para que se possa realizar as reformas necessárias no local.
Já o Posto de Saúde envolve questões estruturais e de contratação de um maior efetivo multiprofissional para atuar no atendimento à população local. O prédio, conforme informado à Defensoria Pública, passou por reforma há cerca de 15 anos. Na unidade de saúde são atendidas, além das 106 famílias da Aldeia Canuanã, as 10 famílias da aldeia Marani Hawa, também do povo Javaé.
Quanto aos profissionais, a psicóloga que atende as pessoas que moram no local também atende outras 23 aldeais indígenas, e um único agente de saúde é o responsável pelo acompanhamento das famílias das duas aldeias.
Letícia Amorim explicou que serão realizadas reuniões, para requisitar informações e traçar estratégias de atuação não só com o município de Formoso do Araguaia, mas também com o Estado, pois o atendimento à população indígena envolve uma série de nuances que demanda bastante cuidado.
Por fim, na ocasião, a defensora Letícia Amorim contou que o Nucora foi informado sobre o problema com o tratamento e o fornecimento de água na aldeia, o que demanda urgência de resolução, já que a população não tem água potável para consumo. O problema reflete, inclusive, nos atendimentos médicos que às vezes não acontecem pela falta de água tratada.
“Os filtros que estão instalados na aldeia não conseguem fazer a filtragem necessária para contemplar a população, distribuindo uma água para consumo que não é a adequada, o que é fácil de notar ao ver a coloração dela, que é marrom. A Defensoria vai estudar, junto aos órgãos responsáveis, uma solução adequada para este caso de modo mais urgente possível”, afirmou a Defensora Pública.
Defensoria Itinerante
A Defensoria Pública esteve no local na terça-feira última, 4, quando levou atendimento jurídico gratuito por meio do programa “Defensoria Itinerante”.
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Povo Javaé, na aldeia Canuanã, recebe atendimento jurídico por meio do “Defensoria Itinerante”: https://www.defensoria.to.def.br/noticia/povo-javae-na-aldeia-canuana-recebe-atendimento-juridico-por-meio-do-defensoria-itinerante