“O nosso objetivo é oportunizar aos alunos algumas atividades lúdicas e momento de reflexão que promova o resgate de valores e o exercício da cidadania, com tolerância, solidariedade e cooperação”. A fala é da pedagoga da Escola Superior da Defensoria Pública (Esdep), Elis Sodré, responsável por mais uma edição do projeto “Defensoria nas Escolas”, da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO). A ação aconteceu na manhã desta segunda-feira, 21, na Escola de Tempo Integral Caroline Campelo Cruz da Silva, em Palmas.
Na ocasião, Elis Sodré, que teve o apoio do também servidor da Esdep Alexandro Gonçalves, falou aos 160 alunos do 7º ano, sobre violência psicológica - bullying; sobre a Lei nº 13.431/2017, que tipifica o bullying como violência psicológica; e ainda a Lei nº 13.185/ 2015, que institui o Programa de Enfrentamento à Intimidação Sistêmica - Bullying
“Para os alunos do 7º ano o Bullying é um tipo de violência. Durante a atividade procuramos discutir o conceito e as consequências. No ordenamento jurídico não existe “o crime de Bullying” no entanto, quase todos os atos como: ataques físicos; insultos pessoais; comentários sistemáticos e apelidos pejorativos; ameaças, assédio e outros que fazem parte daquilo que interpretamos como essa prática são transgressoras do código penal. Os ataques físicos sistemáticos, por exemplo, serão julgados como lesão corporal”.
A Pedagoga da Esdep também faz um alerta: o bullying na escola, em muitas situações, é o reflexo da violência física e psicológica vivenciadas em casa. Então, é preciso que as famílias também se atentem para discutirem essa questão. Se a gente discute aqui e o adolescente chega em casa e conversa com a família a respeito, contribuímos para melhorar as relações e os vínculos afetivos também na família”, apontou.
Para falar sobre a temática, Elis Sodré utilizou de técnicas de dinâmica de grupo, leitura de imagem e exposição dialogada.