Somos iguais apesar das diferenças

Tayana Vieira da Silva tem apenas 16 anos e já se considera uma guerreira. Ainda pequena ela teve paralisia infantil, o que a deixou em uma cadeira de rodas antes mesmo de saber andar. Aos poucos, outras dificuldades apareceram como a movimentação de tronco e braços, bem como a dificuldade na fala. Mesmo assim, a menina incentivada pela mãe sempre estudou.
Hoje, cursando a primeira série do Ensino Médio, Tayana se viu obrigada a deixar os estudos. Com a mudança de colégio, ela tem que andar mais de 15 km em uma cadeira de rodas para chegar até a escola. A mãe também não consegue empurrar a cadeira de rodas até o local e, um transporte adequado que possa levá-la não existe no município.
Foi no mutirão de atendimento voltado para portadores de necessidades especiais, que está acontecendo em Araguaçu, que a jovem viu a oportunidade de voltar a estudar. Durante a orientação jurídica, ela viu a possibilidade de conseguir uma nova cadeira de rodas, já que a sua está velha, e, quem sabe, motorizada, o que vai ajudá-la a voltar a frequentar as aulas. “O que eu mais quero é voltar a estudar”, disse a garota.
Há 20 anos vigora uma lei federal que garante o acesso aos direitos fundamentais como saúde, educação, emprego, moradia, entre tantos outros, para portadores de necessidades especiais. Mas o que é constatado nos dias de hoje é que muitas dessas pessoas ainda sofrem dificuldades, preconceitos e até mesmo descaso do poder público.
O que muitos portadores de necessidades especiais não sabem é que eles têm direitos que os ajudarão a ter uma qualidade de vida melhor. Foi pensando nisso e no grande número de deficientes físicos e intelectuais, que o defensor público Arthur Marques elaborou o projeto “Acessibilidade aos Direitos Fundamentais das Pessoas Portadoras de Deficiência Física e Intelectual em Araguaçu”.
Carlos Henrique Moreira, de 07 anos, também foi um dos assistidos atendidos. Ele mora em um abrigo do município, depois que a mãe dele perdeu os direitos sobre a criança após jogá-lo no fogo por portar uma deficiência. A Criança está sob tutela do abrigo, mas precisa de fraldas descartáveis e medicação diária, o que não dá para arcar com o benefício que recebe.
Segundo o defensor público Neuton Jardim, será encaminhado as autoridades responsáveis um ofício solicitando as necessidades da criança. “O que queremos é que tudo isso seja resolvido através de ofícios e pedidos, não queremos entrar com ação judicial, até porque entendemos que isso pode ser resolvido através de acordos”, disse Neuton.
De acordo com o Defensor Público Arthur Marques, em Araguaçu existem pelo menos 300 pessoas carentes com alguma deficiência física, auditiva ou mental e que na maioria das vezes necessitam de atenção especial, pois são impossibilitadas de adquirir medicação para o tratamento, como material de apoio (cadeira de rodas e aparelhos auditivos), além de desconhecerem o direito de receber benefício assistencial junto ao INSS. “É por isso que estamos com a parceria do INSS também presente aqui no mutirão o que agiliza os pedidos para essas pessoas que têm direito ao benefício”, disse ele.
O mutirão de atendimento já atendeu neste primeiro dia cerca de 150 pessoas. Os trabalhos cont
Hoje, cursando a primeira série do Ensino Médio, Tayana se viu obrigada a deixar os estudos. Com a mudança de colégio, ela tem que andar mais de 15 km em uma cadeira de rodas para chegar até a escola. A mãe também não consegue empurrar a cadeira de rodas até o local e, um transporte adequado que possa levá-la não existe no município.
Foi no mutirão de atendimento voltado para portadores de necessidades especiais, que está acontecendo em Araguaçu, que a jovem viu a oportunidade de voltar a estudar. Durante a orientação jurídica, ela viu a possibilidade de conseguir uma nova cadeira de rodas, já que a sua está velha, e, quem sabe, motorizada, o que vai ajudá-la a voltar a frequentar as aulas. “O que eu mais quero é voltar a estudar”, disse a garota.
Há 20 anos vigora uma lei federal que garante o acesso aos direitos fundamentais como saúde, educação, emprego, moradia, entre tantos outros, para portadores de necessidades especiais. Mas o que é constatado nos dias de hoje é que muitas dessas pessoas ainda sofrem dificuldades, preconceitos e até mesmo descaso do poder público.
O que muitos portadores de necessidades especiais não sabem é que eles têm direitos que os ajudarão a ter uma qualidade de vida melhor. Foi pensando nisso e no grande número de deficientes físicos e intelectuais, que o defensor público Arthur Marques elaborou o projeto “Acessibilidade aos Direitos Fundamentais das Pessoas Portadoras de Deficiência Física e Intelectual em Araguaçu”.
Carlos Henrique Moreira, de 07 anos, também foi um dos assistidos atendidos. Ele mora em um abrigo do município, depois que a mãe dele perdeu os direitos sobre a criança após jogá-lo no fogo por portar uma deficiência. A Criança está sob tutela do abrigo, mas precisa de fraldas descartáveis e medicação diária, o que não dá para arcar com o benefício que recebe.
Segundo o defensor público Neuton Jardim, será encaminhado as autoridades responsáveis um ofício solicitando as necessidades da criança. “O que queremos é que tudo isso seja resolvido através de ofícios e pedidos, não queremos entrar com ação judicial, até porque entendemos que isso pode ser resolvido através de acordos”, disse Neuton.
De acordo com o Defensor Público Arthur Marques, em Araguaçu existem pelo menos 300 pessoas carentes com alguma deficiência física, auditiva ou mental e que na maioria das vezes necessitam de atenção especial, pois são impossibilitadas de adquirir medicação para o tratamento, como material de apoio (cadeira de rodas e aparelhos auditivos), além de desconhecerem o direito de receber benefício assistencial junto ao INSS. “É por isso que estamos com a parceria do INSS também presente aqui no mutirão o que agiliza os pedidos para essas pessoas que têm direito ao benefício”, disse ele.
O mutirão de atendimento já atendeu neste primeiro dia cerca de 150 pessoas. Os trabalhos cont
