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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Servidora da Defensoria Pública do Tocantins participa de Seminário em Goiás

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO

A servidora do Núcleo da Diversidade Sexual de Defensoria Pública - NUDIS, Karoline Soares Chaves participou do I Seminário de Lésbicas e Mulheres Bissexuais de Goiás. O evento aconteceu no Centro de Referência Estadual da Igualdade - Crei, da Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres e Promoção da Igualdade Racial - Semira, em agosto.

O evento foi uma realização da Associação de Lésbicas de Goiás - Alego, e parceiros; e abordou desde o contexto histórico do movimento de lésbicas e bissexuais no Estado até uma roda de conversa sobre Racismo e Lesbianidade, passando por Mesas sobre Lesbianidade, Bissexualidade e Feminismo; Saúde das Mulheres Bissexuais e Lésbicas; Lesbianidade, Violência, Lesbofobia e Educação; Mulher Transexual Lésbica e Redesignação no SUS; e Homoparentalidades e Direitos Correlatos.

O objetivo do evento, nas palavras da presidenta da Alego, Luana Cristina, era proporcionar visibilidade e fortalecer o movimento lésbico em Goiás; além de reivindicar políticas públicas para essa população e combater a lesbofobia. “Essa formação ministrada no seminário foi muito importante para a classe e considerando as mais de 100 inscrições e a participação efetiva das pessoas inscritas nas atividades realizadas, sem dúvida, estamos no caminho certo”, comemora.

Violência

Na Mesa Lesbianidade, Violência, Lesbofobia e Educação, Karol Chaves, militante feminista do Grupo Dina Guerrilheira e assessora colaboradora do Núcleo de Diversidade Sexual - Nudis, da Defensoria Pública do Estado do Tocantins, tratou de um tema espinhoso: a violência entre as mulheres, abordando a questão à luz da Lei Maria da Penha.  “São várias as formas de violência: sexual, psicológica, moral, física e patrimonial. É preciso saber indentificar cada uma delas e denunciar, exigindo que o Estado garanta uma rede de apoio às vítimas”, ponderou a advogada.  

Vale lembrar que a Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006, aumenta o rigor das punições aos casos de violência contra a mulher quando ocorridas no ambiente doméstico ou familiar e prevê a adoção de políticas públicas voltadas à prevenção, punição e erradicação da violência contra a mulher. “O evento foi muito bem articulado e trouxe discussões importantíssimas. A Alego está de parabéns”, cumprimentou Karla Kosta, presidenta da Articulação Brasileira de Lésbicas - ABL, que também prestigiou o evento.
 
 

Servidora da Defensoria Pública do Tocantins participa de Seminário em Goiás | DPE-TO