Reunião formaliza instalação do primeiro Conselho da Escola Superior da Defensoria Pública
Momento histórico na Instituição foi marcado, ainda, pela aprovação do primeiro Projeto de Extensão da Esdep, previsto para iniciar em agosto de 2019
Autor(a): Marcus Mesquita / Ascom DPE-TO

Pouco mais de um ano após ser oficialmente instituída na Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), o que aconteceu no dia 18 de maio de 2018, a Escola Superior da Defensoria Pública (Esdep) instalou o primeiro Conselho da história da entidade. A reunião extraordinária que formalizou a instalação do Conselho da Escola Superior ocorreu nesta sexta-feira, 7, na sede da Defensoria em Palmas, e estabeleceu, ainda, o primeiro Projeto de Extensão da Escola, o “Cidadania e Registro Público”, previsto para ser iniciado no próximo mês de agosto, no setor Taquari, região sul da Capital.
Participaram da atividade quatro dos cinco membros e servidores que compõem o Conselho, sendo eles os defensores públicos Neuton Jardim, diretor-geral da Esdep e, agora, Conselheiro Presidente; Murilo da Costa Machado, superintendente de defensores público e Conselheiro Vice-Presidente; e Téssia Gomes Carneiro; além da analista em gestão especializada - ciências jurídicas da DPE-TO Aline Martins Coelho. Na ocasião, por se encontrar em período de férias, o diretor da Gestão de Pessoas, Rômulo Dias de Araújo, também eleito para a função de conselheiro, não pôde participar da reunião, secretariada pelo analista jurídico da Esdep, Breno Santos Filardi.
Os cinco componentes do Conselho da Esdep foram indicados pelo defensor público-geral no Tocantins, Fábio Monteiro dos Santos, em abril passado, após uma sabatina do Conselho Superior da DPE-TO. Para Neuton Jardim, além do valor histórico da situação, ela possibilita a melhoria da disseminação dos objetivos da própria Escola.
“O Conselho foi indicado em abril e, conforme o regimento, ele precisa ser reunir a cada trimestre, sendo esta, de fato, a primeira reunião que já realizamos, o que agrega um valor histórico a atividade. Entretanto, o que mais comemoramos é que, a partir de agora, poderemos disseminar as ações da Esdep de forma aprimorada e mais efetiva, atendendo aos objetivos de criação da Escola. Só nesta primeira reunião, por exemplo o Conselho já deliberou sobre um calendário de atividades para todo o restante do ano e aprovou o primeiro projeto oficialmente credenciado na Esdep. Isto tudo nos serve como norte para as atuação da Escola e dá transparência ainda maior a todas as ações que desejamos realizar”, explicou o conselheiro presidente do Conselho da Esdep.
Projeto de Extensão
Conselheiro vice-presidente do Conselho da Esdep, Murilo Machado enfatizou que, a partir da instalação do Conselho e do estabelecimento do primeiro projeto, a Escola irá se aproximar da própria atividade fim e da comunidade em geral. “Aprovamos, formalmente, o primeiro Projeto de Extensão, que envolverá atividades a serem desenvolvidas e irão fortalecer os laços da Esdep enquanto Escola, mas, especialmente dentro das diretrizes e dos objetivos desta entidade, no formato em que ela foi aprovada, o que envolve a extensão dela até a comunidade. Certamente, isto vai engrandecer a Defensoria Pública e vai colaborar, também, com toda a população de maneira geral”, ressaltou o superintendente de defensores públicos.
Acerca do projeto de extensão “Cidadania e Registro Público”, conforme foi explanado durante a reunião, ele se desenvolverá por meio de atividades teóricas, que somarão 16 horas-aula a serem ministradas na sede da DPE-TO em Palmas; e, por fim, de uma atividade prática de 14 horas, momento no qual todo o conhecimento adquirido acerca do tema definido será disponibilizado à comunidade do setor Taquari, incluindo o setor Capadócia, no sul da Capital, por meio de atendimentos.
Ao todo, cerca de 50 vagas devem ser disponibilizadas para membros e servidores, sendo prevista, ainda, a abertura para o público externo, o que só será definido em edital a ser elaborado e divulgado pela Esdep. Todas as ações e cursos previstos no calendário da Esdep seguem diretrizes que focam na promoção da garantia da dignidade da pessoa humana, havendo, ainda, um grande enfoque nos direitos das mulheres, como já é trabalhado pela DPE-TO por meio da campanha “Em defesa delas: defensoras e defensores públicos pela garantia dos direitos das mulheres”, realizada pela Associação Nacional de Defensoras e Defensores Públicos (Anadep) e encampada pela Defensoria.
Conselho Estadual de Educação
Com a instalação formal do Conselho da Esdep, uma das metas da Escola é, em um futuro, se credenciar junto ao Conselho Estadual de Educação (CEE-TO), conforme destacou a defensora pública Téssia Carneiro. “A partir de agora, poderemos deliberar todo eventual projeto ou demanda que chegue a nós de forma pública, com uma composição formada. Sem dúvida, este é um primeiro passo muito importante, dentre outros previstos no mecanismo legal para isto, como o estabelecimento de uma sede própria, para pleitearmos, futuramente, o status de Escola de Governo junto ao Conselho Estadual de Educação. Independente de quando isto ocorra, já estamos avançando na promoção da capacitação do nosso corpo profissional, o que vai refletir na atividade fim da Defensoria, que é o nosso assistido, e, também, na forma de gestão, no estabelecimento de um padrão de atendimento que melhore a qualidade do trabalho que oferecemos à população”, disse a Defensora Pública.
Esdep
A Escola Superior da Defensoria Pública (Esdep) foi criada em substituição ao Centro de Estudos Jurídicos da DPE-TO pela Lei Complementar Nº 110/17, e traz, em sua formação, uma diversidade de temáticas e possibilidades de atuação para além da área jurídica. A Esdep tem por objeto promover o aprimoramento cultural e profissional, a atualização e a especialização do conhecimento dos membros e servidores da Defensoria Pública, promovendo a elevação dos padrões técnicos e científicos dos serviços prestados pela Instituição.
