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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Representantes de órgãos falam da importância de se debater o tema “racialidade”

Autor(a): Marcus Mesquita / Comunicação DPE-TO

Solenidade aconteceu no auditório da DPE-TO em Palmas
Solenidade aconteceu no auditório da DPE-TO em Palmas — Loise Maria/Comunicação DPE-TO

Participando da mesa de honra durante abertura oficial do III Congresso de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Tocantins, na noite dessa quarta-feira, 16, representantes de vários órgãos falaram da importância da Instituição debater um tema tão relevante como racialidade e direitos humanos.

Veja o que disse cada um:

 

Primeira diretora adjunta da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), desembargadora Ângela Issa Haonat.


“Poder discutir e refletir sobre uma leitura racializada dos direitos humanos durante o mês da consciência negra no Brasil é uma oportunidade especial e histórica. O Dia da Consciência Negra, comemorado todo 20 de novembro, desde que o Senado aprovou a conversão do dia em feriado nacional, quando aprovou o Projeto de Lei 482, de 2017, tem ganhado, cada vez mais, espaço e trazido à tona a necessidade de racionalizarmos e sentirmos a força deste tema.”

Coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Naima Worm.


“Eu fico muito feliz de vir para a Defensoria Pública; é uma satisfação estar aqui e ver tantas pessoas preocupadas em discutir os direitos humanos; e o que me chama muito a atenção, e esta é a minha segunda participação no congresso, é que não se discute os direitos humanos no campo abstrato, distante. A Defensoria tem este caráter local, este olhar local de sentir e perceber e lutar e vestir as camisas das nossas mazelas locais. E eu digo que a Defensoria Pública e a UFT são grandes irmãs que caminham juntas pela mudança e melhoria do Tocantins, e onde estão as duas, se discute e se defende as minorias”.

Coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos da Unitins, Rafaela Vidal.


“É uma honra o Núcleo participar deste evento por ser um evento de grande porte, rico e que, certamente, nos trará muitas compreensões da nossa sociedade, nos trará mais clareza sobre os nossos princípios e atividades. Este olhar para esta perspectiva étnico-racial é intrínseca à nossa luta pelos direitos básicos. Nós sabemos que a história da humanidade e a história da luta de classes; então, a desigualdade social, a discriminação não pode ser compreendida na nossa vida prática se não houver uma leitura racionalizada, um recorte histórico. Que o evento possa nos proporcionar uma mudança na nossa estrutura, e que sejam mudanças substanciais nas nossas vidas e na sociedade”.

Professora do mestrado em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos da UFT/Esmat, Patrícia Medina.


“Este processo de socialização e sistematização de conhecimentos é o que me traz aqui. Há duas versões atrás, estávamos reunidos organizando este evento, que chega à terceira edição, cada vez melhor, no sentido que é um processo natural de amadurecimento que acontece em um evento que é complexo. Os congressos científicos, técnicos, tem esta função de formação; e é neste sentido que fico feliz que tenham dado continuidade a esta organização.”.

Coordenadora pedagógica do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Cesaf) da Escola Superior do Ministério Público do Estado do Tocantins (ESMP), Cleivane Peres dos Reis.


“Nós ficamos muito felizes pelo convite para participar do Congresso, especialmente em razão da temática central, que se propõe a discutir as questões raciais e as suas correlações com a defesa dos direitos humanos. Na atualidade, mais do que nunca, revitalizar este debate, estas discussões, estes diálogos a respeito dos direitos humanos é questão fundamental para qualquer uma das instituições que compõem o sistema de Justiça, o Poder Executivo, a sociedade como um todo. Em tempo de desordem sangrenta, de violência, em que as redes sociais acabam colaborando, inclusive, para que narrativas anti-direitos humanos ganhem força, se revitalizem, é fundamental que nós possamos ter espaços onde a gente possa dialogar e reafirmar os direitos humanos”.

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