Com o objetivo de otimizar o processo de escolha de estudantes de Direito com interesse em estagiar na Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), a Diretoria Regional de Palmas da Instituição e a Escola Superior da Defensoria Pública (Esdep) realizaram na sexta-feira última, 17, um processo seletivo para a composição do primeiro banco de estagiários da Defensoria na Capital. Ao todo, 42 acadêmicas(os) participaram da seleção, que foi desenvolvida na Sala de Aula da Esdep.
Executada nos períodos matutino e vespertino, com a divisão de duas turmas de igual número de participantes, a atividade consistiu na apresentação de currículos e na elaboração de uma redação sobre a atuação defensorial e os Direitos Humanos. Além disto, cada candidata(o) especificou o horário de disponibilidade e as principais áreas de interesse do Direito.
Segundo a diretora do Núcleo Regional da DPE-TO de Palmas, defensora pública Fabiana Razera Gonçalves, a partir desta nova prática seletiva e da criação do banco, os direcionamentos para os gabinetes que demandarem por estagiários serão mais ágil e eficaz.
“Antes deste processo, cada gabinete realizava a própria seleção e nem sempre era simples o direcionamento dos currículos que chegavam até a Instituição. Agora, além de estabelecermos um padrão, nós democratizamos o processo e otimizamos os encaminhamentos de acordo com cada demanda, visto que as defensoras e os defensores públicos terão acesso à uma espécie de catálogo de possibilidades, podendo, a partir dele, convocar para uma entrevista àqueles candidatos que mais se aproximam do que é necessário para o gabinete demandante”, explicou Fabiana Razera.
Lugar de aprendizados
Conforme explicou a diretora-geral da Esdep, defensora pública Téssia Gomes Carneiro, o estágio na DPE-TO é uma oportunidade de grandes aprendizados, mas não só a partir dele isto é possível junto à Instituição.
“Por se tratar de um processo seletivo, é natural que haja os que vão se tornar estagiários e os que não serão desta vez. Mas a oportunidade não se encerra aqui, porque este tipo de seleção se tornará padrão de agora em diante em Palmas e vamos avaliar a viabilidade de fazer o mesmo nas demais Regionais da Defensoria, que é um lugar de grande aprendizagem, onde se tem contato direto com os nossos assistidos, desenvolvendo não só os conhecimentos e as habilidades jurídicas, mas também de comunicação humanizada. Além disto, a portas da Instituição estão sempre abertas aos acadêmicos, com vários cursos gratuitos que são importantíssimos para a formação continuada de quem pretende atuar no sistema de Justiça”, ressaltou Téssia Gomes.