Pequenas ações que fazem grande diferença

“Mente vazia, oficina do diabo”. O ditado é antigo, mas se aplica bem à comunidade carcerária da maioria dos presídios brasileiros, que sem ter o que fazer, passa o dia ociosa, arquitetando como sair da cadeia ou mesmo tramando outros delitos. Mas no Centro de Prisão Provisória de Dianópolis, local que abriga presos condenados e provisórios, a realidade tem sido outra para quase metade deles. De aproximadamente 60 reeducandos, pelo menos 30 encontraram no artesanato uma forma de ocupar o tempo, ganhar dinheiro e diminuir os dias na cadeia, através da remissão de pena. A iniciativa parte de cada um, já que na unidade prisional não existe programas voltados a ressocialização. “Tudo que faço de artesanato eu aprendi com outros detentos. Nunca tivemos cursos de capacitação. É tudo no olho mesmo”, disse o detento Ricardo Soares, condenado a oito anos de cadeia e que divide cela com outros 10 presos. Segundo ele, uma das dificuldades está na aquisição da matéria prima, pois não recebem assistência nenhuma para a confecção das peças.
São bolsas, tapetes, porta-retratos, canetas, porta-moedas, porta-jóias, chapéus... tudo que a imaginação permite criar usando papel, cola, tinta, barbante, palito de picolé e até o valorizado capim dourado. Mas a dificuldade não fica apenas na obtenção da matéria prima, mas quando ultrapassa os limites do presídio esbarra na comercialização das peças. E foi por causa do convívio quase que diário que a defensora pública Elisa Maria Pinto decidiu ajudar seus assistidos realizando um bazar de natal. “Eu não quis ficar apenas na assistência jurídica, mas expandi para a assistência social. Minha ideia ganhou reforço com ajuda do diretor da CPP, Átila Lima”, disse a Defensora.
“Se tivesse um curso íamos aprender a técnica completa”, justifica o detento Josué Ferreira de 24 anos de idade que está preso há cinco meses por tentativa de homicídio e aguarda o julgamento para o próximo dia 15 de dezembro.
O diretor da casa de prisão provisória, Átila Lima, reconhece que falta incentivo para o aprimoramento do artesanato, não sendo os cursos de capacitação prioridade dentro da unidade, pois segundo ele, a CCP é carente também em outros setores. “Eles são os próprios disseminadores da técnica. O costume fica dentro da carceragem”, disse o Diretor, que diante destes empecilhos, topou ser parceiro do projeto do bazar, investindo dinheiro do próprio bolso para a divulgação em rádios, faixas e carros de som.
Com peças que variam de R$ 3,00 (três reais) a R$ 85,00 (oitenta e cinco reais), o bazar iniciou nesta quarta-feira, 09, e se estende até o próximo sábado, 12, no CRAs – Centro de Referência da Assistência Social, localizado em frente à CCP.
São bolsas, tapetes, porta-retratos, canetas, porta-moedas, porta-jóias, chapéus... tudo que a imaginação permite criar usando papel, cola, tinta, barbante, palito de picolé e até o valorizado capim dourado. Mas a dificuldade não fica apenas na obtenção da matéria prima, mas quando ultrapassa os limites do presídio esbarra na comercialização das peças. E foi por causa do convívio quase que diário que a defensora pública Elisa Maria Pinto decidiu ajudar seus assistidos realizando um bazar de natal. “Eu não quis ficar apenas na assistência jurídica, mas expandi para a assistência social. Minha ideia ganhou reforço com ajuda do diretor da CPP, Átila Lima”, disse a Defensora.
“Se tivesse um curso íamos aprender a técnica completa”, justifica o detento Josué Ferreira de 24 anos de idade que está preso há cinco meses por tentativa de homicídio e aguarda o julgamento para o próximo dia 15 de dezembro.
O diretor da casa de prisão provisória, Átila Lima, reconhece que falta incentivo para o aprimoramento do artesanato, não sendo os cursos de capacitação prioridade dentro da unidade, pois segundo ele, a CCP é carente também em outros setores. “Eles são os próprios disseminadores da técnica. O costume fica dentro da carceragem”, disse o Diretor, que diante destes empecilhos, topou ser parceiro do projeto do bazar, investindo dinheiro do próprio bolso para a divulgação em rádios, faixas e carros de som.
Com peças que variam de R$ 3,00 (três reais) a R$ 85,00 (oitenta e cinco reais), o bazar iniciou nesta quarta-feira, 09, e se estende até o próximo sábado, 12, no CRAs – Centro de Referência da Assistência Social, localizado em frente à CCP.
