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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Palestrantes falam do protagonismo e do avanço das mulheres negras em seminário da DPE-TO

Autor(a): Gisele França/Comunicação DPE-TO

Palestrante Gleidy Braga falou sobre o princípio da equidade, uma igualdade que reconheça as diferenças
Palestrante Gleidy Braga falou sobre o princípio da equidade, uma igualdade que reconheça as diferenças — Reprodução da transmissão pelo Defmeet



O feminismo negro, o protagonismo os avanços e desafios das mulheres negras foram alguns dos pontos que estiveram em evidência na noite dessa quinta-feira, 25, durante o seminário do Núcleo Aplicado de Minorias e Ações Coletivas (Nuamac) da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) de Dianópolis, “Mulheres Negras que Resistem”.

Com o tema “Feminismo negro no mundo jurídico, protagonismo e avanços”, a advogada Cláudia Rogéria Fernandes lembrou que os desafios existem na vida de todos, mas as mulheres, ao longo dos anos, têm sido vítimas de mais dificuldades, violências, restrições e violações de direitos, principalmente as negras, em razão da invisibilidade que elas tiveram ao longo dos anos. “As mulheres negras eram vistas nas novelas como a ama de leite, a empregada doméstica, sempre ocupando funções inferiores. Antes disso nem os negros homens ocupavam espaços de poderes, de decisão”, citou.

Na palestra a “Contribuição do movimento feminista negro na gestão das políticas públicas e a representatividade política”, a professora mestra Gleidy Braga Ribeiro citou, por exemplo, o princípio da equidade, uma igualdade que reconheça as diferenças. “O que uma jovem mãe, pobre e periférica precisa para conseguir chegar num curso de medicina é totalmente diferente do que uma jovem mãe, de classe média, residente no centro da cidade precisa para chegar nesse mesmo caminho”, exemplificou.

Mediadora das palestras, a professora Celenita Gualberto, que é ativista em movimentos sociais e coordenadora da Mulher na Coordenação Estadual de Quilombolas, falou que se coloca nessa luta, de uma mulher que resiste, para ter dias melhores para todas, principalmente aquelas que se sentem mais vulneráveis no processo, que são as mulheres negras e mais especificamente a mulher quilombola.

Seminário 

Durante a abertura do evento, a coordenadora do Nuamac Dianópolis, defensora pública Sebastiana Pantoja Dal Molin, destacou a necessidade de se trazer para debate a temática do seminário. “Selecionamos esse tema porque sabemos que a luta das mulheres é muito maior até em relação ao trabalho, as colocações, as relações matrimoniais e para a mulher negra é uma luta ainda maior”, declarou.

Entre os participantes do seminário estavam acadêmicos da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins).

O evento foi uma realização do Nuamac Dianópolis, com o apoio da Escola

Coordenadora do Nuamac Dianópolis, defensora pública Sebastiana Dal Molin fez a abertura do seminário — Reprodução da transmissão pelo Defmeet
Mediação das palestras foi feita pela professora Celenita Gualberto — Reprodução da transmissão pelo Defmeet
Palestrante Cláudia Rogéria falou dos desafios na vida das mulheres negras — Reprodução da transmissão pelo Defmeet
Palestrantes falam do protagonismo e do avanço das mulheres negras em seminário da DPE-TO | DPE-TO