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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Em defesa da Mulher

Nudem destaca importância da educação em direitos como forma de romper ciclos de violência

Autor(a): Marcos Miranda/Comunicação DPE-TO

A palestra foi realizada para seis turmas do ensino fundamental
A palestra foi realizada para seis turmas do ensino fundamental — Marcos Miranda/Comunicação DPE-TO

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (Nudem), da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), promove atividades de educação em direitos como mais uma ferramenta para fortalecer a rede de apoio e romper ciclos de violência contra a mulher.

“A violência contra a mulher é um problema estrutural. A gente sabe que conhecimento é poder. Educar meninas e meninos deste cedo é a única forma de garantir que as próximas gerações não reproduzam o machismo”, destaca a coordenadora do Nudem, defensora pública Pollyana Assunção, que realizou hoje, 5, uma palestra para estudantes do Colégio Militar em Palmas.

A formação dos meninos também foi uma questão apontada por uma das estudantes presente na palestra. “Acho muito importante porque muitos meninos ainda não sabem como tratar uma mulher e acabam fazendo comentários sobre inseguranças das meninas. Já aconteceu comigo e com amigas. Esse tipo de palestra ajuda a ensinar mais respeito e mostra como devemos nos tratar dentro da escola e na sociedade também”, relatou.

Em conversa com acadêmicos do 1º e 2º períodos do curso de Direito da Universidade Afya, também na Capital, na noite dessa quarta-feira, 4, lembrou que, como futuros operadores do Direito, cada um tem parte na transformação da realidade social.

“É essencial falar sobre respeito e igualdade com homens e mulheres ainda em formação, para que entendam seus direitos e também suas responsabilidades na construção de relações saudáveis. Muitas vezes, a violência contra a mulher começa de forma silenciosa, com controle financeiro, ameaças ou desvalorização psicológica. Muitas mulheres sequer percebem que estão vivendo uma violência patrimonial ou psicológica, e esses ciclos podem evoluir até situações extremas, como o feminicídio”.

Ainda durante a palestra, a Defensora Pública enfatizou que a violência contra a mulher atravessa diferentes classes sociais e muitas vezes permanecem invisíveis. “Não é um problema restrito a um determinado perfil de família ou comunidade. Muitas mulheres sofrem em silêncio por medo, vergonha ou pressão social. Quando levamos esse debate para escolas e universidades, estamos formando cidadãos mais conscientes e também futuros profissionais capazes de identificar e orientar vítimas de violência”, afirmou.

A acadêmica do 2º período de Direito, Laisy Daniella, também destacou a importância da iniciativa para ampliar a percepção dos estudantes. “Às vezes a gente vive em uma bolha e não percebe o que acontece ao nosso redor. Quando ouvimos relatos e explicações de quem trabalha diretamente com esses casos, passamos a entender melhor a realidade. Muitas vezes uma vizinha, uma amiga ou uma parente pode estar passando por isso e a gente nem percebe”, comentou.

Na faculdade Afya, a atividade foi acompanhada pelo coordenador do curso de Direito, Guilherme Augusto Martins, na aula do professor Igor de Andrade Barbosa, defensor público federal em Palmas.

Na Afya, tiveram aula os alunos de 1º e 2º período de Direito do turno Noturno — Marcos Miranda/Comunicação DPE-TO
A acadêmica do 2º período de Direito, Laisy Daniella, (de verde) também destacou a importância da iniciativa para ampliar a percepção dos estudantes — Marcos Miranda/Comunicação DPE-TO
Na Afya, os acadêmicos de Direito também puderam conhecer mais do trabalho desenvolvido pela DPE-TO — Marcos Miranda/Comunicação DPE-TO
Durante a sua fala no Colégio Militar, a defensora pública Pollyana Assunção falou sobre o Eca e a Lei Maria da Penha — Marcos Miranda/Comunicação DPE-TO
Nudem destaca importância da educação em direitos como forma de romper ciclos de violência | DPE-TO