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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Nova Lei pode diminuir fila de espera por adoção

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO
A Defensoria Pública contabilizou uma média de 120 processos de adoção iniciados nos primeiros seis meses do ano, em todo o Tocantins. Número que pode aumentar com a nova Lei de Adoção, aprovada na semana passada pelo senado e que aguarda sanção da presidência da república. De acordo com o defensor público que responde pelo Núcleo da Infância e Juventude, em Palmas, Joaquim Pereira dos Santos, as mudanças são avanços no processo de adoção e surgem como uma esperança para redução no número de casais na fila de espera.

Uma das mais importantes novidades no processo é o tempo de permanência das crianças em abrigos, que a partir da nova lei, só podem ficar por no máximo dois anos nestas instituições. Vencido o prazo, a criança deve retornar ao convívio familiar ou ser encaminhada para adoção. “Há poucos dias intermediamos um processo de adoção de irmãos que viveram em abrigo por vários anos. É tempo demais de espera em um ambiente institucionalizado. A criança tem que voltar o mais rápido possível ao seio familiar” disse o defensor público.

A lei também traz novidades em relação a idade dos pretensos pais adotivos, que cai de 21 para 18 anos de idade. Apesar de quase inexistir interessados nesta idade, este ponto é considerado melindroso pelo defensor, pois considera que o indivíduo de 18 anos, na maioria das vezes, não tem maturidade suficiente para assumir tal responsabilidade. Na lista de prioridade estão parentes próximos, como tios, avós e primos, em seguida, pessoas que vivem no Brasil; depois, brasileiros que moram no exterior e em último caso, estrangeiros.

O defensor público ressalta a importância no reforço de campanhas informativas sobre o processo de adoção, pois muita gente demonstra interesse em adoção, mas desconhece o processo legal e acaba fazendo a adoção conhecida como "adoção à brasileira", ou seja, adoção informal , exemplificando casos em que a mãe biológica entrega o filho diretamente ao interessado, sem qualquer trâmite judicial. “Atendemos interessados mesmos que não façam parte do Cadastro Nacional de Adoção, basta que manifeste interesse no processo. A partir daí, abriremos o processo e os interessados passam a ser acompanhados, por uma equipe técnica do Juizado da Infância e Juventude, formada por psicólogos e assistentes sociais para avaliar se existe base estrutural e comportamental, critérios adotados para adoção”, explicou Joaquim Pereira.

Em Palmas, o Núcleo da Infância e Juventude está localizado, na quadra 504 Sul, no complexo CIAC – Centro Integrado de Atendimento a Criança e Adolescente -, local que reúne também, a Delegacia de Proteção a Criança e a Adolescente e a Delegacia de Investigação de Atos Infracionais, Conselho Tutelar e Juizado da Infância e Juventude.



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