Livros doados por leitores solidários mantêm ciclo da Biblioteca em Movimento

Com uma definição bem específica, o projeto “Biblioteca em Movimento: conhecimento que fica, livro que segue” tem funcionado satisfatoriamente. Milhares de livros já passaram pelas prateleiras instaladas nas sedes da DPE-TO – Defensoria Pública do Estado do Tocantins que abrigam o projeto, mas a demanda só aumenta, mostrando que as pessoas estão interessadas pelos livros. Assim, novas doações são necessárias para manter o ciclo proposto pela Biblioteca em Movimento.
Graças a uma leitora solidária, o projeto na DPE em Araguaína teve as prateleiras repostas com 34 novas obras nesta quarta-feira, 25. Antes, poucos livros estavam à disposição. A dona de casa Suzete Gomes Mendonça, 57, decidiu doar os livros após ver uma entrevista na televisão sobre o projeto Biblioteca em Movimento. “Como estamos mudando de casa, no momento em que vi a reportagem decidi que doaria os livros ao invés de levá-los, porque não preciso mais deles, já li e só estavam guardados”, disse.
O objetivo do projeto é estimular a leitura e proporcionar momentos de lazer e cultura às pessoas que procuram atendimento na Instituição, otimizando o espaço de espera do setor de atendimento. A biblioteca está funcionando na unidade de Araguaína desde agosto de 2014, quando recebeu 70 livros da coordenação do Projeto. Em janeiro, foram recebidas mais de 100 obras literárias e não literárias doadas por Servidores e Estagiários da DPE.
Palmas
A biblioteca na DPE em Palmas recebeu vários livros também. A estagiária do Nujuri - Núcleo do Tribunal do Júri da DPE-TO, Danila Gama Abreu, percebeu a importância do projeto e também fez a sua parte. “Sempre me senti motivada com o projeto e até já peguei alguns livros para mim. Agora eu resolvi fazer a minha parte e doar também. O importante é esse movimento para que a leitura seja massificada, para que as pessoas tenham acesso à leitura”, acredita a estagiária.
Danila doou livros que, para ela, tinham importante valor na sua biblioteca, mas considera que “desapegar” foi um prazer. “Quando eu escolhi os livros, pensei em obras que fariam a diferença para os Assistidos, como de poesias, literatura de cordel, biografias e clássicos da literatura”, ressalta.
Texto: Cinthia Abreu e Keliane Vale
