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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Feminicídio é tema de palestra do Nudem com estudantes da rede municipal de Palmas

Palestra aconteceu na Escola Municipal Jorge Amado

Autor(a): Walber Cardoso / estagiário, sob supervisão de Gisele França - Ascom DPE-TO

Defensora Pública falou a estudantes da Escola Municipal Jorge Amado
Defensora Pública falou a estudantes da Escola Municipal Jorge Amado — Divulgação


Estudantes da Escola Municipal Jorge Amado, em Palmas, tiveram a oportunidade de discutir temas importantes como feminicídio e violência de gênero durante encontro na noite desta quinta-feira, 14. Foi uma palestra com a defensora pública Franciana Di Fátima Cardoso, coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Diretos da Mulher (Nudem), da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO).

Na oportunidade, Franciana Di Fátima Cardoso traçou um panorama do femínicídio, explicando que normalmente quando se chega no feminicídio outras formas de violência já aconteceram pois o comportamento violento já vem ocorrendo antes, sendo o feminicídio o ápice da violência. “Trata-se de uma violência decorrente da cultura do patriarcado, do machismo, do entendimento de que a mulher é objeto, propriedade, sujeitada, subjugada. O feminicídio é uma das expressões mais grotescas da violência contra a mulher porque afeta a vida. Trata-se de uma violência de gênero, que deve ser entendida como uma construção social que precisa ser refletida e reformulada em favor da igualdade material entre homem e mulher", explicou.

Segundo a coordenadora do Nudem, até chegar ao feminicídio, muitas outras violências foram cometidas antes contra a mulher. “Muitas vezes se inicia através de um relacionamento abusivo, passa pela violência emocional e psicológica ou até mesmo lesão corporal", afirmou.

Os alunos da escola, que fica no setor Santa Fé, região sul de Palmas, também tiveram o momento para tirar dúvidas, como o que fazer em situações de violência contra a mulher. “Denunciar, dizer chega é fundamental. Nós, como sociedade, também temos o dever de proteger a mulher que esteja sofrendo violência", ressaltou Franciana Di Fátima Cardoso.


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