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Em reunião com Secretarias da Saúde, DPE requer criação de protocolo de atendimento de AME

Autor(a): Marcus Mesquita / Comunicação DPE-TO

Intuito da reunião foi dialogar sobre as competências de cada ente na oferta do serviço aos pacientes com AME
Intuito da reunião foi dialogar sobre as competências de cada ente na oferta do serviço aos pacientes com AME — Vanderlan Maciel / Divulgação para DPE-TO

A reunião foi conduzida pelo coordenador Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (Nusa), defensor público Arthur Luiz Pádua Marques, que apresentou, ainda, a demanda para aquisição de uma nova medicação para uma assistida da Instituição que enfrenta a doença.


Em reunião com representantes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e a da Secretaria de Saúde de Palmas (Semus), a Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) requereu o estabelecimento de um protocolo de atendimento a crianças com Amiotrofia Muscular Espinhal (AME) na rede pública do Estado e da Capital. A reunião foi conduzida pelo coordenador Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (Nusa), defensor público Arthur Luiz Pádua Marques, que apresentou, ainda, a demanda para aquisição de uma nova medicação para uma assistida da Instituição que enfrenta a doença.

A reunião foi realizada no dia 10, por videoconferência pelo sistema New Meet. De acordo com Arthur Pádua, o intuito da reunião foi dialogar sobre as competências de cada ente na oferta do serviço aos pacientes com AME com o objetivo de definir um protocolo de atendimento.

“Existe uma grande necessidade de se criar este protocolo e de se avaliar a possibilidade de se organizar a oferta de tratamento home care aos pacientes diagnosticados com AME. Eles não precisam apenas de medicações extra rede do SUS (Serviço Único de Saúde), como é o caso da nossa assistida, mas necessitam, também, de consultas, tratamentos alternativos, terapias, fisioterapias e do próprio cuidado home care para complemento do tratamento”, explicou o Defensor Público.

Caso da assistida

Na reunião, que foi proposta pelo Nusa, o Defensor Público mencionou o caso de uma assistida que possui diagnóstico de AME Tipo 1 e encontra-se, pelo SUS, em tratamento medicamentoso regular com Nusinersena (Spiranza), necessitando de cuidados diários, como acompanhamento por meio de consultas, terapias, fisioterapias, fonoaudióloga e tratamento home care.

Entretanto, há uma indicação médica específica para a paciente do uso da medicação Zolgensma por este medicamento apresentar mais eficácia no tratamento. Porém, o Zolgensma é de alto custo e não está incorporado ao SUS, apesar de possuir registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em caráter excepcional de autorização para importação.

Neste contexto, o Nusa solicitou a inclusão da medicação no tratamento da assistida, o que viabilizaria, inclusive, a quebra de um paradigma para os demais pacientes que vierem a precisar do medicamentoso.

“Nós temos o caso de outro paciente que faz tratamento com a medicação Nusinersena, mas que só foi possível após o ajuizamento perante a Justiça Federal, pois, à época da ação, a medicação não tinha registro no Brasil e posteriormente foi incorporada no SUS. A nossa maior intenção é dar assistência; já existe um diálogo com o Ministério Público Federal quanto às novas incorporações; vários casos podem vir a surgir diante desta nova medicação mais eficaz, por isto é importante um protocolo de atendimento, para não precisarmos judicializar casos de forma equivocada”, afirmou o Coordenador do Nusa.



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