Contemplar os espaços universitários e da comunidade em geral com a presença da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), levando a discussão sobre os posicionamentos da Instituição sobre diversas questões de interesse da sociedade. Em Araguaína, a defensora pública Téssia Gomes Carneiro e o defensor público Sandro Ferreira foram convidados a palestrar, sendo reconhecidos como fontes especializadas.
Nesta sexta-feira, 21, Téssia Carneiro ministrou a palestra “Educação: Reflexões no Sistema Socioeducativo”, no I Simpósio Regional de Educação em Contexto de Privação de Liberdade. No evento, a Defensora – que também é doutoranda da Universidade Federal do Tocantins (UFT) – apresentou sua pesquisa, que se relaciona à educação no sistema socioeducativo, uma das preocupações do órgão. “Diante deste contexto de mitigação de direitos humanos e o crescente debate midiático para um enrijecimento penal, acreditamos que a solução passa pela educação e pela afetividade social, visto que a justiça restaurativa também é prevista no sistema socioeducativo”, considerou Téssia.
Prestigiou o evento, a equipe da 16ª Defensoria Pública das Execuções Penais, que tem como titular a defensora pública Michele Vanessa do Nascimento.
Já o coordenador do Núcleo Aplicado das Minorias e Ações Coletivas (Nuamac) de Araguaína, defensor público Sandro Ferreira, foi convidado pela professora Carmem Hannud Adsuara, para apresentar a atuação da DPE-TO em relação às pessoas transexuais durante a mesa-redonda “Identidades, estudos de gênero e mulheres no Tocantins”, realizada na quinta-feira, 20, na UFT. Para a professora Carmem, o gênero é um objeto de disputa de poder.
Em sua fala, o Defensor Público destacou as violências e crimes envolvendo pessoas transexuais em Araguaína, casos que estão sendo acompanhados pelo Nuamac: “Temos poucos dados estatísticos porque é uma violência invisibilizada, que até quando vítima, o protagonismo é do homem, onde a mulher não é escutada sobre suas necessidades”, destacou.