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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Em Mateiros, cidadãos têm pouco acesso aos direitos básicos

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO

 

A lavradora Lucineide Francisca dos Santos, 44 anos, vive numa situação de extrema miséria juntamente com o marido e mais seis filhos numa pequena área na localidade conhecida como Galhão, na zona rural do município de Mateiros.

No local sobra esperança, mas falta comida no prato. A moradia para abrigar a família na verdade são pequenos cômodos feitos de adobe e palha, sem nenhuma ventilação, higiene, água tratada. O fornecimento de energia rural até chegou ao local, mas foi cortado por falta de dinheiro para pagamento da conta. O marido de Lucineide sequer possui documentos pessoais e com isso enfrenta várias dificuldades.

As crianças convivem com sujeira e fome e tentam driblar a situação brincando com restos de materiais e com os animais de estimação ou da pequena criação que possuem. Os mais novos frequentam a escola que fica nas proximidades; já os mais velhos, que estão acima de sexta série do ensino fundamental, estudam na cidade de Mateiros, mas só vão à escola quando conseguem uma carona. Na localidade, distante 36 quilômetros da sede da cidade, não há transporte escolar regular.

A situação foi presenciada pela equipe do Núcleo da Defensoria Pública Agrária – DPAGRA, que até esta sexta-feira, 13, estará visitando 11 comunidades da região de Mateiros. O grupo é formado pelos defensores públicos Arthur Luiz Pádua Marques, Franciana Di Fátima Cardoso, Hud Ribeiro, Psicólogos, Assistente Social, Assistentes e Analistas Jurídicos.

Diante da situação encontrada, o poder municipal será oficiado pela Defensoria Pública, cuja intenção é que essa família, a exemplo de outras, tenha os direitos assegurados para viver com dignidade, com um futuro melhor.

 Autora: Alessandra Bacelar

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