Grande movimentação na Defensoria Pública em Araguaína durante a realização da segunda edição do Mutirão de Conciliação e DNA, na sexta-feira, 29. Ao final do evento foi constatado que 331 pessoas buscaram os serviços oferecidos, desde os exames de investigação de paternidade ao divórcio. Defensores públicos e analistas jurídicos de diversas áreas prestaram atendimento no Mutirão, exclusivamente na área da família.
Foram realizados 41 acordos. Um dos Assistidos foi o presidiário R.A.C., 31 anos, que compareceu para realizar uma Conciliação, na qual reconheceu a paternidade de uma menina de cinco anos. Durante o acordo, foi estipulado o valor da pensão alimentícia, que o pai só poderá pagar após a soltura dele, prevista para janeiro de 2014.
A procura pelos exames de DNA foi destaque, tendo sido realizados 83 testes trios. No entanto, alguns pais e até mães deixaram de comparecer, não sendo possível coletar o material biológico pela ausência de uma das partes. Os exames realizados terão resultados em até 60 dias após a coleta do sangue. A partir da chegada dos laudos, a Defensoria Pública fará o agendamento para a abertura, que deverá contar com a presença das partes envolvidas.
Na oportunidade, os pais biológicos confirmados deverão registrar os filhos em cartório. A coordenadora do Núcleo de Conciliação, defensora pública Irisneide Ferreira dos Santos Cruz, chamou a atenção para a paternidade consciente. “As crianças e jovens querem mais que um nome no registro de nascimento, querem ganhar um pai no sentido amplo da palavra. Após os resultados, iremos tratar das demais atribuições da paternidade, que são alimentos, guarda e visita, e que estes pais possam oferecer principalmente amor”, finalizou.
Autora: Keliane Vale