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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Meu Pai Tem Nome

Durante mutirão, DPE-TO realiza mais de 80 atendimentos para reconhecimento de paternidade

Autor(a): Laiane Vilanova/Comunicação DPE-TO

Mutirão foi realizado por meio do projeto "Meu Pai Tem Nome"
Mutirão foi realizado por meio do projeto "Meu Pai Tem Nome" — DPE-TO Paraíso do Tocantins/Divulgação

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) realizou 84 atendimentos para reconhecimento voluntário de paternidade durante mutirão do projeto Meu Pai Tem Nome, do Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege). No Tocantins, a ação foi coordenada pela 2ª Subdefensoria Pública Geral do Estado e realizada pelas equipes dos Núcleos de Mediação e Conciliação (Numecons).

Os atendimentos foram realizados de 12 a 16 de agosto nas sedes da DPE-TO de Araguatins, Araguaína, Dianópolis, Guaraí, Gurupi, Palmas, Paraíso do Tocantins e Porto Nacional. Na ocasião, foram realizados 48 exames de DNA para investigação de paternidade.

Para a coordenadora do Numecon de Araguatins, município da região norte do Estado, defensora pública Maria Sônia Barbosa da Silva, o mutirão é de extrema importância. “O Meu Pai Tem Nome é de suma importância, pois garante a filiação completa no registro de nascimento, além de conscientizar e promover a convivência familiar”.

O coordenador do Numecon de Palmas, defensor público Murilo da Costa Machado contou que houve procura de  pessoas que há muitos anos aguardavam pela oportunidade de realizar um DNA para o reconhecimento da paternidade. “Possibilitar este serviço a pessoas hipossuficientes é uma reafirmação de sua condição de cidadão de uma maneira especial: garantindo a elas a possibilidade de construção de seus laços genéticos e afetivos”, pontuou.

Já a coordenadora do Numecon de Paraíso do Tocantins, defensora pública Ítala Graciella Leal de Oliveira, atribui o sucesso do mutirão ao empenho de todos da DPE-TO. “O mutirão Meu Pai Tem Nome revela a necessidade do ser humano, principalmente crianças e adolescentes de terem ciência da sua origem genética, o que vai ao encontro com o direito de todos os cidadãos terem um pai reconhecido.”

A possibilidade de estreitar laços familiares também foi um ponto destacado pelo coordenador do Numecon de Porto Nacional, defensor público Fabrício Braga. “O mutirão foi muito satisfatório, teve boa procura e nos permitiu esclarecer aos assistidos sobre a necessidade de ter seus direitos reconhecidos, bem como o direito ao nome e o reconhecimento de sua origem genética; sua ancestralidade, tendo a oportunidade de reconhecimento da origem da sua família, e até mesmo de estreitar laços familiares”.

No sul do estado, em Gurupi, a coordenadora do Numecon, defensora pública Rudicléia Barros da Silva Lima, também reforçou a importância do projeto para aqueles que buscam a efetivação do direito fundamental de filiação. “Ter o nome de pai e mãe nos documentos pessoais gera um impacto positivo e faz muita diferença na vida do assistido, seja criança ou idoso, pois abre a possibilidade de convivência paterno-filial, além de outros direitos como alimentos, condição de herdeiro, e até mesmo a solução de dilemas emocionais advindos pela ausência desse reconhecimento”, destacou.

No sudeste do Estado, em Dianópolis, o coordenador do Numecon, defensor público Davi Malveira Pinheiro destacou a celeridade que o Mutirão traz para os casos de reconhecimento de paternidade. “Ficamos felizes com essa procura, não apenas pelo fato de promover o reconhecimento de paternidade, garantindo um direito existencial, mas também por fazê-lo de forma extrajudicial e célere, sem ter que ajuizar ações”.

E para a coordenadora do Numecon de Guaraí, defensora pública Viviane Lúcia Costa, o projeto Meu Pai Tem Nome é uma ação afirmativa que viabiliza a dignidade da pessoa. “É sabido que muitas vezes o registro da paternidade não acontece devido ao custo do exame de DNA e o presente projeto possibilita que, a um valor acessível, o exame seja realizado com total precisão, sanando quaisquer dúvidas acerca da paternidade e dirimindo conflitos”.

Ação garante os direitos dos filhos a ter o nome do pai no registro de nascimento — DPE-TO Divulgação
Atendimentos foram realizados pelas equipes dos Núcleos de Mediação e Conciliação — Rafael Batista/Comunicação DPE-TO
Durante os atendimentos também foram realizados testes de DNA — DPE-TO Dianópolis/Divulgação
Atendimentos foram realizados em todas as Regionais da DPE-TO — DPE-TO Porto Nacional/Divulgação
Atendimentos foram realizados para reconhecimento voluntário de paternidade — DPE-TO Araguatins/Divulgação
Durante mutirão, DPE-TO realiza mais de 80 atendimentos para reconhecimento de paternidade | DPE-TO