Pular para o conteúdo principal
Acessibilidade
Preferências visuais
Defensoria Pública do Estado do Tocantins
Menu

DPE em Araguaína discute com instituições problemas de acessibilidade nas ruas

As ruas que receberam tachões são as que levantaram a necessidade urgente de discutir soluções para a passagem de pessoas cadeirantes.

Autor(a): Keliane Vale

Keliane Vale

A cidade de Araguaína, no Norte do Estado, passa por diversas melhorias estruturais para garantir acessibilidade e segurança no trânsito. As ruas que receberam tachões são as que levantaram a necessidade urgente de discutir soluções para a passagem de pessoas cadeirantes. Nesta quarta-feira, 15, a Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), em Araguaína, articulou reunião interinstitucional para definir um fluxo com a gestão pública de atendimento específico a essas e outras demandas de acessibilidade da população.

Participaram da reunião, a presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (CMPD), Maria Nilza Araújo, e também a vice-presidente do CMPD, Luzilda da Silva Dias; o secretário Municipal de Infraestrutura, Simão Moura Fé, e representantes da Agência de Segurança, Transporte e Trânsito (ASTT), Departamento Municipal de Posturas e Edificações (Demupe) e Secretaria de Assistência Social.

O coordenador do Núcleo Aplicado de Ações Coletivas (Nuamac) de Araguaína, defensor público Sandro Ferreira Pinto, apresentou a sugestão de abrir o canal institucional junto à Secretaria de Assistência Social, com apoio do CMPD, para que as pessoas com deficiência, de forma individual, possam informar quais os pontos e localidades que se encontram os tachões que estiverem interferindo no tráfego delas.

“A criação do canal dará voz à pessoa deficiente para levar o seu problema concreto de acessibilidade para que o Município promova a solução e permitirá à Defensoria Pública e demais instituições a fiscalização individualizada dessas demandas”, avaliou Ferreira.

As demandas serão recebidas pela Diretoria de Políticas Públicas, que no prazo de até sete dias comunicará ao CMPD e ASTT, sendo que a agência analisará o caso concreto para posteriormente ofertar a solução mais viável.

A presidente do CMPD, Maria Nilza Araújo, considera que o levantamento das demandas é um caminho para que se tenham soluções para aquilo que é viável e assim as pessoas deficientes tenham acesso à cidade.

O secretário Simão Moura Fé explicou a inviabilidade da retirada dos tachões, que visam diminuir o número de acidentes causados pela alta velocidade dos veículos no trânsito. Ele informou ainda que uma possível solução seria o rebaixamento das calçadas em todos os locais onde há tachões, processo que necessitará passar por análise minuciosa da Prefeitura de Araguaína.

DPE em Araguaína discute com instituições problemas de acessibilidade nas ruas | DPE-TO