DPE debate assistência às pessoas em situação de vulnerabilidade em Natividade e região
Reunião foi mediada pela defensora pública Kênia Martins e contou com a participação de representantes de várias instituições
Autor(a): Cinthia Abreu/DPE-TO

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) realizou uma reunião em Natividade, a 234 km de Palmas, com o objetivo de fortalecer a rede de atendimento às pessoas em condições de vulnerabilidade. O encontro, nessa quinta-feira, 25, foi mediado pela defensora pública Kênia Martins e contou com a participação de pessoas dos três municípios que compõem a comarca: Natividade, Chapada da Natividade e Santa Rosa do Tocantins. Participaram da reunião representantes da Secretaria Municipal de Saúde, de Assistência Social, dos Centros de Referência e Assistência Social (CRAs) e Conselhos Tutelares de cada município.
A reunião debateu temas como atendimentos das pessoas na área de saúde, como regulação de consultas e exames médicos, saúde mental, drogadição, e fornecimento de medicamentos; demandas relacionadas à criança e adolescente, violência doméstica e a inserção das vítimas na rede de atendimento nos CRAS. “O objetivo foi aproximar a Defensoria Pública da rede de atendimento às pessoas em condição de vulnerabilidade, facilitando a compreensão das demandas encaminhadas pela DPE e o entendimento de que a Instituição é parte ativa dessa rede”, declarou Kênia Martins.
Na ocasião, ficou definida a possibilidade de criação de um fluxo facilitado dentro da rede de atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade, dando conhecimento que a rede pode acionar a Defensoria para as demandas da comunidade. Assim, será analisada a formação de um fluxo mais facilitado, com uma rede de pessoas de referência, melhorando a comunicação entre as instituições para o atendimento efetivo das demandas.
“As secretarias presentes relataram a dificuldade de atendimento relacionada à saúde mental e drogadição e ainda na obtenção de vagas nos municípios referência para consultas médicas especializadas e exames. Os CRAS e conselhos tutelares afirmaram a dificuldade de atendimento no que diz respeito à proteção e tratamento das vítimas de violência sexual, doméstica e criança e adolescente. Os órgãos comprometeram-se a apresentar relatório formal à Defensoria sobre tais dificuldades, a fim de que sejam tomadas as medidas necessárias”, complementou.
Também estavam presentes na reunião integrantes da equipe multidisciplinar de Porto Nacional, a psicóloga Nair Mendes Godoi e a pedagoga Elisângela Sales, e da sede da Defensoria em Natividade.
