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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Reintegração de Posse

DPagra participa de reunião sobre atuação de forças policiais em ações de desocupação de áreas

Autor(a): Marcus Mesquita / Comunicação DPE-TO

A atividade foi realizada na sede da Corregedoria-Geral da Justiça, em Palmas
A atividade foi realizada na sede da Corregedoria-Geral da Justiça, em Palmas — Rafael Batista/Comunicação DPE-TO

Coordenadora do Núcleo da Defensoria Pública Agrária (DPagra) da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), a defensora pública Kenia Martins Pimenta participou, nesta quarta-feira, 21, de uma reunião sobre questões envolvendo as forças policiais em desocupações forçadas em áreas coletivas urbanas ou rurais. A atividade foi realizada na sede da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJUS), em Palmas, sendo solicitada pelo Núcleo de Prevenção e Regularização Fundiária (Nupref) da entidade correcional.

O evento dialogal, que contou, também, com representantes do Comando Geral da Polícia Militar (CGPM) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), é uma continuação dos trabalhos conjuntos entre as entidades visando o desenvolvimento de um protocolo mínimo de atuação da força policial em intervenções em áreas de posse coletiva para apuração de crime de esbulho possessório, tendo como parâmetro o Manual de Diretrizes Nacionais para Execução de Mandados Judiciais de Manutenção e Reintegração de Posse Coletiva.

Na ocasião, Kenia Martins destacou que o DPagra e os Núcleos Aplicados de Minorias e Ações Coletivas (Nuamac) da DPE-TO vêm trabalhando, desde 2023, de forma conjunta com o Nupref e o CGPM para garantir o melhor desenvolvimento dos procedimentos de reintegração de posse e nos casos de atuação da Polícia Militar em situações de possível esbulho possessório, que se refere ao ato de tomada de uma propriedade de forma ilegal, sem o devido direito ou a devida autorização.

“A Defensoria Pública propôs que seja criado um protocolo mínimo para atuação das forças de segurança nas situações mencionadas, de forma a evitar a violação de direitos individuais e coletivos das populações ocupantes de áreas não regularizadas e, ainda, a fim de mitigar a possível criminalização de movimentos sociais que lutam por moradia e reforma agrária”, explicou a Coordenadora do DPagra.

Grupo de Trabalho

Com base no Manual de Diretrizes utilizado pela Polícia Militar em desocupações forçadas, foi proposta, durante a reunião, a criação de um Grupo de Trabalho entre os entes presentes, isto visando garantir a proteção dos direitos das famílias afetadas, minimizando, assim, a ocorrência de possíveis danos.

Por fim, ficou encaminhado que em uma futura data, ainda a ser definida, sejam apresentadas as alterações ou novas diretrizes a serem utilizadas nas ações de desocupação da data firmada em diante.

Presenças

Além da defensora Kenia Martins, também representou o DPAgra o assessor jurídico do núcleo defensorial Diego Panhussatti. Participaram do evento, ainda, o coordenador do Nupref, juiz de direito Wellington Magalhães; o oficial do CGPM tenente Murilo; e o conciliador agrário do Incra Geraldino Júnior.

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