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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Depois de 15 anos, enfim a certeza

Loise Maria

Os integrantes da família Oliveira Araújo de Arraias tem motivos de sobra para comemorar. Neste mês de junho enfim tiveram a certeza de que a jovem criada por eles há mais de 10 anos é reconhecidamente da família.

 

A história começou em 1999 quando Joaquim Oliveira Araújo teve um relacionamento com Maria Domingas. Meses depois ela se mudou para a cidade de Monte Alegre, Goiás, encontrou um novo companheiro, Antonio Carlos Povoa, e teve uma filha. Passados quatro anos, ela retornou ao município de Arraias e por intermédio de bilhetes informou que a filha dela apesar de ter sido registrada por outra pessoa, na verdade era filha de Joaquim, e perguntou se a família, no caso a avó tinha interesse de criar a menina, pois tinha conseguido um emprego em Brasília e não tinha como levar a criança.

 

Diante do pedido inusitado Nelita Oliveira Araújo não hesitou e aceitou ficar com a pequena Regina. Desde 2002 a menina estava com a suposta avó, que incomodada e curiosa em saber se ela era ou não sua neta, resolveu procurar a Defensoria Pública e solicitar o exame de DNA, para comprovar ou não a paternidade.

 

Nelita conta que a menina se parecia com as tias, e desconfiava que ela poderia ser mesmo sua neta, independente disso a tratou sempre com muito amor e carinho. Mas em maio desse ano ficou sabendo do mutirão de exames de DNA, conversou com o filho e juntos foram esclarecer a dúvida que os rondava há mais de 10 anos. O Resultado saiu no último dia 18 de junho, e para a família, o que o coração já sentia foi confirmado, a adolescente é mesmo filha de Joaquim e neta de Nelita.

 

A adolescente também se mostrou muito emocionada. “Antes de vir a Defensoria Pública pegar o resultado, eu conversei com o meu pai, e ele tinha garantido que caso desse negativo, mesmo assim ele continuaria sendo o pai que eu sempre tive ao longo da vida, e que nada iria mudar, agora é de verdade, ele é meu pai”, relatou Regina.

 

Uma avó em meio as lágrimas desabafou “Há 11 anos recebi em meus braços uma menina que acreditava ser minha neta, hoje em minhas mãos tenho a certeza de que realmente ela é, nossa família por todo esse tempo viveu apreensiva diante dessa indecisão, mas graças à ação da Defensoria Pública, agora foi selada a questão com risos e alegria, e agradecemos muito esta instituição que existe exatamente para isso, ajudar a comunidade carente também a resolver suas inquietações”.

 

Autora: Alessandra Bacelar

Depois de 15 anos, enfim a certeza | DPE-TO