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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Defensoria Pública reforça direito à saúde no II Fórum Estadual Judiciário

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO

O Comitê Executivo para Monitoramento das Ações da Saúde – CEMAS/TO, realizou, nesta segunda-feira, 5, o II Fórum Estadual Judiciário da Saúde que tem como objetivo discutir a atuação da justiça na área de saúde. Nesta segunda etapa, o tema central foi “Planos de Saúde Suplementar – Custeio e Planos de Saúde Suplementar – Benefícios”. Os defensores públicos Marlon Costa Luz Amorim, membro do CEMAS; e Arthur Luiz Pádua Marques participaram dos painéis de discussão.

No primeiro painel, os participantes juiz de direito Mauro Maia; o presidente da Unimed/Araguaína, Luiz Carlos de Oliveira; o promotor de justiça André Varanda; e o defensor público Arthur Luiz Pádua Marques falaram sobre os custos/benefício dos Planos de Saúde. O defensor público Arthur Marques ressaltou o caso do Plansaúde dos servidores públicos estaduais do Tocantins.

De acordo com Arthur Marques, no começo do ano, o Ministério Público Estadual ingressou com uma Ação pedindo o cancelamento do referido Plano. Diante da situação calamitosa em que foi declarada a saúde pública do Estado e as consequências coletivas que o cancelamento pudesse causar, a Defensoria Pública, por meio do Núcleo de Ações Coletivas, fez um levantamento e constatou que em 2010 o Estado pagou para o gerenciador do Plansaúde (Unimed Confederação), o referente à R$ 9 milhões para 91 mil beneficiados. O Defensor Público explica que a média ficou em R$10,00 por pessoa. “O Plansaúde é custeado pelo governo e pelos titulares. Isso não é ilegal do ponto de vista jurídico. O que é um 'elefante branco' é o contrato feito com a Unimed Confederação que foge dos princípios legais”, afirmou Marques.

De acordo com o Defensor Público, ultimamente vem aumentando o número de pessoas que procuram a Justiça para garantir o direito constitucional, que é o direito à saúde. “Ministério Público e Defensoria Pública não são a porta de entrada para a garantia da saúde desde que os responsáveis legais por esta garantia não cumpram com seu dever”, concluiu Arthur Marques.

O defensor público Marlon Costa Luz Amorim foi mediador do segundo painel que discutiu os direitos dos beneficiários dos Planos de Saúde suplementar. Participaram deste segundo painel, além do Defensor Público, o juiz de direito em Palmas Luís Otávio; o promotor de justiça Miguel Batista; e o representante da Unimed, José Ximenes.


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