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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Defensoria Pública pede soluções urgentes para Centros de Prisão no sul do Estado

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO
A Defensoria Pública em Gurupi, por meio do defensor público da Vara de Execução Penal, Kita Maciel, entrou na quarta-feira, 25, com um Procedimento Judicial Coletivo, em caráter de urgência, requerendo em juízo a solução dos problemas encontrados no Centro de Prisão Provisória – CPP, e no Centro de Reeducação Social Luz do Amanhã, em Cariri.

Sobre as razões fáticas que afetam os estabelecimentos prisionais em Gurupi, é notória a falta de estrutura e a superlotação que dificulta o trabalho dos agentes penitenciários, tornando crítica a segurança e manutenção dos Centros de Prisão, cuja capacidade total projetada é de 376 detentos, abrigando atualmente 506 presos.

A superlotação e a quantidade reduzida de agentes ocasionou, nos últimos meses, três tentativas de fuga, sendo a última realizada na terça-feira, 24. Com o fato, a Defensoria Pública solicita o dobro de servidores, considerando que os 30 agentes são insuficientes para atuar, conter e manter a disciplina de todos os presos.

Outras irregularidades agravadas pela superlotação é a manutenção de presos provisórios na Colônia Agrícola junto aos presos condenados; detentos em regime semiaberto cumprindo pena fora da área restrita, bem como de reeducandos com problemas psiquiátricos submetidos à medida de cárcere. “Esses reeducandos estão em locais inapropriados quando deveriam ser encaminhados à Clínica Psiquiátrica São Francisco em Araguaína, e não havendo vagas, serem transferidos ao hospital da rede pública com devida segurança,” recomendou o defensor público Kita Maciel.


A Instituição requereu também o amparo de uma equipe de saúde para regularizar a assistência médica, odontológica e de enfermagem na Unidade Prisional, que sofre com ausência de profissionais da área, agravando a situação humanitária dos presos que têm que se deslocar até a cidade de Gurupi para atendimento.

“A inércia do Poder Judiciário sobre a presente realidade vem agravando a revolta entre os presos que, frequentemente, promovem greves de fome, motins, rebeliões. Dentre outras recomendações imediatas, pedimos para que seja interditado parcialmente o Centro de Reeducação Social Luz do Amanhã, determinando a impossibilidade de recebimento de novos presos para a Unidade, bem omo agilizar a reforma do Presídio Barra da Grota em Araguaína, para desafogar a superlotação”, afirmou o Defensor Público.





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