Defensoria Pública em Gurupi consegue internação compulsória para Assistida

A Defensoria Pública em Gurupi garantiu por meio de uma Ação de Obrigação de Fazer combinada com Internação Compulsória com Tutela Antecipada, a internação compulsória da dependente química K.C.S. A liminar foi concedida nesta quinta-feira, 12, pela juíza Odete B. Dias Almeida.
Quem acompanha o caso é a defensora pública Chárlita Teixeira da F. Guimarães, que explicou o motivo do pedido. “A mãe da Assistida é quem diretamente sofre com o caso da filha, tendo que criar os dois netos; além de lidar com agressões físicas e verbais de K.C.S. Por isso, observada o alto grau de dependência da Assistida, viciada desde os 13 anos de idade e apresentando comportamentos agressivos, nós agimos para possibilitar a Internação Compulsória vias judiciais”, afirmou a Defensora Pública.
O caso está sendo acompanhado pela equipe do Serviço Social da Instituição desde setembro do ano passado. Foram feitas visitas à assistida, emitido pareceres quando ela voluntariamente queria a internação. A Defensora Pública também fez contato com o Centro de Atenção Psicossocial - CAPS, órgão que era responsável pelo tratamento de K.C.S., no qual foi constatado que Assistida havia frequentado o Centro apenas um único dia e convidada para participar de várias reuniões, mas não compareceu.
Diante dos fatos, a juíza determinou ao Governo Estadual que providenciasse a internação compulsória, no prazo de 48 horas, sob pena de multa diária de R$ 1.000 reais em caso de descumprimento.
Deferida a liminar, a mãe da Assistida recebeu a notícia muito emocionada, pois ha 23 anos ela luta para que a filha pudesse ter um tratamento contra o vício. “Nunca desisti. Todos os dias, eu vinha lutando para conseguir um meio para que minha filha se livrasse das drogas. Agora ela terá uma oportunidade que vai ser muito importante pra ela,” relatou D.E.S.
