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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Defensoria Pública é forte aliada da Lei Maria da Penha

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO

A cada 15 segundos uma mulher é agredida no país. A estatística ainda é uma cruel realidade vivida pelas mulheres brasileiras que em quase 100% dos casos, se sentem engervonhadas ou sentem medo de denunciar. “Em três anos de trabalho, nunca atendi uma mulher que procurasse ajuda nesta área e que tivesse sido agredida uma única vez” a declaração é da defensora pública, Lara Gomides, que acredita que o maior ganho desde a implantação da Lei foi, justamente, a divulgação dela, pois se passou a debater o tema incisivamente, falar do assunto sem restrições, plantando no seio da sociedade uma semente de não-violência contra a mulher.

Nestes três anos de Lei Maria da Penha, a Defensoria Pública se tornou um forte aliado na efetivação da lei, a partir da implantação dos núcleos especializados nas Diretorias Regionais de Gurupi, Araguaína e Palmas. Além de suporte jurídico, o núcleo tem desenvolvido o papel de orientação junto às mulheres, um exemplo, foi a capacitação realizada, em Palmas, que envolveu agentes de saúde, enfermeiro e médicos, com o objetivo de torná-los multiplicadores das informações.

Atendimento à vítima

Nos seis primeiros meses do ano, a Defensoria Pública do Tocantins foi responsável pelo ingresso de 12 ações relacionadas à violência doméstica, as mais comuns são de lesões corporais e ameaças. Mas o número de atendimentos às mulheres vítimas de violência é muito maior. Só o núcleo especializado de Palmas recebe em média  40 mulheres que dizem terem sido agredidas pelo companheiro, sendo que a metade delas é reincidente. Todavia, o que mais atrapalha a aplicação da lei é a própria vítima da violência, que após ser agredida e ter iniciado o procedimento criminal, desiste da representação. A Defensoria Pública tem orientado as assistidas sobre a importância da continuação do procedimento. “Sempre alertamos que proteger o agressor é colocar-se em risco novamente. É querer vivenciar toda agressão outra vez, que isso não resolverá o problema e que não vale a pena uma 'conciliação' em nome de uma família 'harmoniosa'", esclarece Lara Gomides.

O primeiro passo quando a vítima procura a instituição é verificar se os procedimentos policiais já foram observados, tais como registro de ocorrência policial e realização de exames de corpo de delito, quando necessário. Cumprindo este requisito, é encaminhado ao Juiz pedido de medidas protetivas, como assistência psicológica, afastamento do agressor do lar do casal, proibição de aproximar-se da vítima por determinada distância, restrição/suspensão de visitas aos filhos menores de idade e prestação de alimentos provisionais. Paralelo a isto, a Defensoria Pública ingressa com pedidos pertinentes aos direitos de família nos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher ou nas Varas de Família.


Vara Especializada em Violência Doméstica

Neste segundo semestre, o trabalho da Diretoria Regional Defensoria Pública, em Palmas, deve ganhar mais respaldo, com agilidade dos processos de violência contra a mulher. Isso porque foi aprovado pela Assembléia Legislativa, no fim do mês de junho,
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