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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Defensoria Pública é atuante no cumprimento do ECA

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO
Fazer valer o Estatuto da Criança e do Adolescente essa é a principal atribuição do Núcleo da Infância e Juventude da Defensoria Pública do Estado. É com êxito que a Defensoria Pública vem cumprindo seu papel nestes 19 anos de implantação do ECA, atuando quando a criança e adolescente têm seus direitos violados, ou mesmo em conflito com a Lei.

Um dos pontos fortes do núcleo de Palmas tem sido justamente o atendimentos dos adolescentes em conflito com a lei, garantido a eles defesa técnica. “Noventa e nove por cento dos internos no CASE - Centro de Atendimento Sócio-Educativo - recebem atendimento da Defensoria Pública. É rotineiro nosso trabalho de visitas e orientações nesta unidade, promovendo além de defesa, uma ponte entre a família, já que na maioria das vezes, estes são de outras cidades”, destacou o defensor público, Joaquim Pereira dos Santos, que atua na vara da infância e juventude, em Palmas, e que também garante defesa de outros jovens em situação de internação provisória.

O CASE é a única unidade de internação, mantida pela Secretaria de Cidadania e Justiça, sendo responsável por receber adolescentes já sentenciados. Hoje, 24 adolescentes cumprem pena na unidade. As cidades de Gurupi, Araguaína e Santa Fé também mantêm unidades que recebem adolescentes infratores em regime de semi liberdade ou internamento provisório.

O ECA é considerado uma das melhores e mais eficientes lei do mundo. E no que tange aos adolescentes, que têm entre 12 e 18 anos, o crime passa a ser chamado de ato infracional, que permite a internação do adolescente autor de até três anos. E é justamente, o Estatuto que dispõem de garantias durante o cumprimento da punição, estabelecendo que o castigo deve ser aliado ao aprendizado e ao lazer.

Mudanças em relação aos jovens infratores se tornou polêmica entre instituições ligada a criança e ao adolescente: a redução da maioridade penal que pode passar de 18 para 16 anos, alterando o artigo 228 da Constituição Federal.

Neste dia 13 de Julho, data em que se comemora o aniversário do ECA, a ABMP – Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e Juventude - promoveu em todo o Brasil, ato público contra a proposta. A sugestão é de que houvesse mobilização em todas as assembléias legislativas do país com o objetivo de fazer com que deputados estaduais, federais e senadores assumam, junto às suas bases eleitorais, o compromisso de que irão rejeitar a proposta.

No Tocantins, o ato não foi possível, pois a AL está em recesso, segundo o defensor público, Joaquim Pereira, que também é coordenador da ABMP, no Estado. A Subdefensora Pública Geral, Maria de Loudes Vilela, é contrária a diminuição da maioridade penal e justifica que antes de 18 anos, o jovem esta em fase de construção de identidade, não sendo plenamente capaz de responder por seus atos.

Os Núcleos da Infância e Juventude estão instalados nas cidades de Gurupi, Araguaína, Palmas, Porto Nacional, Tocantinópolis e Paraíso. Juntos estes núcleos foram responsáveis por cerca de 600 atendimentos, relacionados à adoção, guarda, tutela e defesa de adolescentes infratores nestes primeiros se
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