Combate ao racismo
Defensoria Pública do Tocantins participa de seminário antirracista na Bahia
Autor(a): Gisele França/Comunicação DPE-TO com informações da Ascom DPE/BA

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) participou nesta quarta-feira, 16, do 1º Seminário sobre Cotas Raciais nas Defensorias Públicas: por uma sociedade antirracista. O evento foi uma realização da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA) e contou com a presença da defensora pública-geral do Tocantins, Estellamaris Postal, que na ocasião também representou o Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), entidade que compõe a diretoria executiva como presidente; e do subdefensor público-geral no Tocantins, Pedro Alexandre Conceição Aires Gonçalves.
Segundo Estellamaris Postal, as Defensorias Públicas têm feito grandes avanços em políticas antirracistas. “No Tocantins não tem sido diferente. Estamos sempre nos aprimorando e evoluindo em iniciativas que respeitam as políticas étnico-raciais. Aumentamos o nosso percentual de cotas para concursos por meio de uma importante atuação do Conselho Superior da Defensoria Pública e apresentamos na Assembleia Legislativa uma proposta para que o percentual de 30% seja implantado no âmbito do Estado do Tocantins”, destacou a Defensora Pública-Geral.
O avanço da DPE-TO também foi destacada pelo Subdefensor Público-Geral. “A Defensoria Pública do Tocantins avançou consideravelmente na promoção inclusão e equidade racial e vem buscando se aprimorar. Seja na ampliação do percentual destinados às cotas étnico-raciais, seja na formação do seu público interno com o auxílio da Universidade Federal do Tocantins e outros seminários. A Defensoria Pública da Bahia, do Tocantins avança quando encaram de frente questões sensíveis como racismo estrutural e institucional”, ressaltou.
O Seminário aconteceu na Escola Superior da DPE/BA e debateu, em mesas temáticas, assuntos como a relevância das cotas no alargamento dos processos democráticos e de justiça e o enfrentamento dos órgãos públicos às fraudes nestes processos, além de refletir, a partir da adoção das cotas, sobre estratégias para inserção de negros, indígenas e quilombolas na institucionalidade brasileira.
