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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Defensoria Pública coordena mobilização em desfavor da redução da maioridade penal

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO
No próximo dia 10, segunda-feira, uma mobilização nacional encabeçada pela Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e Juventude vai chamar a atenção da sociedade e das autoridades políticas contra a redução da maioridade penal.

O intuito do ato é barrar a proposta de emenda constitucional que autoriza a redução da idade penal no Brasil, aprovada recentemente pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e que ainda vai ser levada para votação no plenário da casa em dois turnos. No Tocantins, a Defensoria Pública faz coleta de assinaturas para um abaixo assinado a ser enviado ao Senado Federal. Em vários estados, a mobilização vai acontecer nas assembléias legislativas, organizadas por representantes da ABMP.

De acordo com o um dos representantes da entidade no Tocantins, o defensor público, Joaquim Pereira do Santos, aqui no Estado a mobilização será feita com coleta de assinaturas: “Já estamos mobilizando diretamente a sociedade civil para que possa assinar o documento em favor da manutenção da inimputabilidade penal aos menores de 18 anos”.

A responsabilidade penal, a partir dos 18 anos de idade está em vigor, no Brasil, desde 1940 e é garantia constitucional consagrada na Carta Magna de 1988, com status de cláusula pétrea, portanto insuscetível de modificação sem greve afronta às conquistas democráticas do país.

A ABMP lembra que a responsabilidade penal aos 18 anos é opção de política criminal adotada pela maioria dos países no mundo e que projetos de lei de cunho repressivo, com previsão de aumento de pena – a exemplo da lei de crimes hediondos- têm demonstrado que a mera repressão e encarceramento não garantem a segurança nem diminuem índices de criminalidade, provocando, pelo contrário, inchaço e ineficiência do sistema carcerário e incremento do crime organizado.

A ABMP considera como problemática a falta de políticas e programas compreensivos nas áreas sociais para a promoção da inclusão dos adolescentes em conflito com a lei, situação evidente na maioria dos municípios do país. Segundo a ABMP, um sistema articulado, com políticas à inclusão social, seria uma alternativa mais eficaz na redução da criminalidade.




Defensoria Pública coordena mobilização em desfavor da redução da maioridade penal | DPE-TO