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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Defensoria Pública consegue internação voluntária de assistido com dependência química

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO
A Defensoria Pública do Tocantins solicitou e, ao mesmo tempo, requisitou a Secretaria de Estado da Saúde a internação voluntária do paciente L. R. C., na Fazenda da Esperança em Porto Nacional.

A solicitação foi feita nesta quarta-feira, 29, por meio de ofício, pelo defensor público Arthur Luiz Pádua Marques, Coordenador do Núcleo de Ações Coletivas da Defensoria Pública, ao secretário de Saúde, Arnaldo Alves Nunes, para cumprimento efetivo e imediato, no prazo de 24 horas, ou que preste as informações sobre o pedido, em cinco dias.

No Oficio, o Defensor Público leva em consideração a incontestável obrigação estatal em propiciar ao assistido o tratamento médico adequado à sua desintoxicação e libertação do vício, em consagração ao direito fundamental à vida digna e saudável.

L.R.C. cumpria pena no regime semiaberto em Porto Nacional e inicialmente foi atendido pela defensora pública Franciana Di Fátima Cardoso que identificando a situação pessoal do assistido, vislumbrou a necessidade de internação, e encaminhou ao Defensor Público que atua nos casos de Fazenda Pública, que agilizou os expedientes, resultando na internação do cidadão já na tarde desta quinta-feira, 30.

“O Estado cumpriu administrativamente a solicitação. A Defensoria providenciou junto ao CAPS do Município de Porto Nacional todos os exames e procedimentos necessários à internação; e o assistido, em razão da situação emergencial, foi encaminhado à Fazenda da Esperança em Porto Nacional, por veículo funcional da própria Defensoria Pública”, ressaltou Marques. “Atuações como esta, rápida, eficiente, e em conjunto com a Vara de Execuções; além da sensibilidade do Secretário Estadual de Saúde, do Gerente da Fazenda da Esperança e dos servidores do CAPS, demonstram que é possível acreditar que se cada um cumprir o seu papel, inúmeras outras vidas serão salvas”, acrescentou o Defensor Público.

Assistido da Defensoria, Luzimar, 24 anos, é toxicômano e possui dependência em grau avançado em drogas e álcool desde a adolescência, fazendo uso de vários medicamentos, dentre eles Diazepam e Carbamazepina. Antes de ser internado, Luzimar cumpria prisão sob regime semiaberto em Palmas e sofria com o alto grau de dependência.


Novo Assistido

Segundo Arthur Luiz Pádua Marques, há outro assistido que, provavelmente, na próxima semana, será internado compulsoriamente em Clínica que o Estado está conveniando no Estado de São Paulo. “Precisamos ter em mente que usuários e viciados precisam ser recuperados para que a própria sociedade seja protegida. Se recuperarmos essas pessoas, não resta dúvida que o índice de criminalidade no Estado irá baixar consideravelmente. Foi uma vitória humana para além da nossa atuação jurídica. Porém, os municípios e o Estado precisam estar preparados para o retorno desses pacientes e promover a reinserção dos mesmos na sociedade”, finalizou o Defensor Público.


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