Pular para o conteúdo principal
Acessibilidade
Preferências visuais
Defensoria Pública do Estado do Tocantins
Menu

Defensoria Pública cobra coleta adequada de lixo em Palmas

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO

A Defensoria Pública, por meio do Núcleo de Ações Coletivas – NAC, instaurou o Procedimento Preparatório – PROPAC, em desfavor da Prefeitura Municipal de Palmas, com o objetivo de tutelar e garantir o direito da coletividade, em relação a coleta e o destino do lixo produzido na Capital.

De acordo com o Coordenador do NAC, o defensor público Arthur Luiz Pádua Marques, muitas pessoas, principalmente as dos bairros da periferia de Palmas, estão reclamando da falta da coleta de lixo na cidade. “O saneamento básico correto, a prestação de serviços públicos, a saúde e o direito socioambiental de coleta de resíduos sólidos estão diretamente ligados à saúde, a integridade psicofísica e a vida da população Palmense, em especial a população carente de bairros pobres que reclamam da situação de coleta de lixo nesta capital. Por isso, estamos em contato com o Município a fim de que se regularizem os dias de coleta de lixo na cidade”, esclareceu Marques.

O direito ao saneamento básico e à prestação de serviços públicos estão regulamentados pela Lei 11445\07, que diz ainda que é dever da municipalidade manter os serviços de natureza local, a teor da Constituição Republicana e da Lei 10.257\01 (Estatuto da Cidade).

O PROPAC é uma forma de promover a solução do problema extrajudicialmente, visando à composição do conflito sem necessitar de demanda judicial. Por isso, neste primeiro momento, foi solicitado à Prefeitura informações quanto à legislação municipal que trata da coleta de resíduos sólidos (lixo); relatório de como é feita a coleta de lixo; quantas vezes por semana é realizada a coleta e em quais dias da semana é feita em cada região ou bairro; caso seja prestado por concessionária de serviço público, qual a empresa prestadora do serviço: encaminhamento da cópia do contrato; onde são depositados os resíduos sólidos após serem recolhidos e qual a política pública que está sendo implantada pela Prefeitura Municipal no sentido de adequar os serviços de coleta de lixo nesta Capital.

O Defensor Público explicou que estas informações iniciais são necessárias para se conhecer como funciona a coleta de lixo e se há alguma irregularidade quanto à prestação do serviço. A Prefeitura de Palmas tem 10 dias para enviar os documentos para o Núcleo de Ações Coletivas. Caso isso não ocorra, o Defensor Público deverá ingressar na justiça com uma Ação Civil Pública.






Defensoria Pública cobra coleta adequada de lixo em Palmas | DPE-TO