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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Defensoria Pública atende cerca de 60 casos de violência contra mulher por mês

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO
A Defensoria Pública do Tocantins criou em junho de 2006, o Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica. Em Palmas, o Núcleo atende cerca de 60 casos por mês de mulheres vítimas de algum tipo de violência. A Instituição ajuizou 32 ações neste ano em todo o Estado e estão aguardando julgamento.

Segundo a defensora pública responsável pelo Núcleo da Mulher, Wanessa Rodrigues, a maior parte dos atendimentos é realizada às segundas-feiras. “Geralmente no final de semana, o parceiro se embriaga ou se droga e acaba agredindo sua companheira”, informa a Defensora.

As denúncias recebidas são encaminhadas para o Juiz da 4ª Vara Criminal de Palmas, onde aguardam audiência preliminar para averiguação de situação familiar e uma possível conciliação, no caso de um acordo, o inquérito é arquivado.

O Núcleo conta com psicólogos e assistentes sociais. Dependendo do estado que a assistida chega até a Defensoria, ela é diretamente encaminhada para o atendimento psicológico ou assistencial. “Às vezes o problema é tão grave, que a mulher tem medo de falar. Mas o primeiro e mais importante passo, já foi dado, o de denunciar o agressor”, comentou Wanessa.

Reincidência
Dos 60 atendimentos mensais, 50% são casos reincidentes. Segundo a defensora Wanessa Rodrigues, a mulher volta a morar com o companheiro acreditando em sua mudança, mas depois de alguns dias a rotina de violência começa novamente. “Em muitos casos a mulher volta pra casa pelo fato do homem ser o responsável pelo sustento do lar. A maioria não tem emprego fixo e são subordinadas ao homem”, informou a Defensora.

Casa de Abrigo
Em Palmas, a Casa de Apoio à Mulher em Situação de Violência, atende cerca de 20 mulheres por mês. Depois de uma triagem, os casos mais graves são encaminhados para a Casa. A mulher e os filhos, se possuir, recebem atendimento jurídico, social, psicológico e pedagógico, e podem permanecer no local por até 03 meses.

Juizados especiais
A Lei Maria da Penha estipula a criação, pelos tribunais de Justiça dos estados e do Distrito Federal, de um juizado especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher para dar mais agilidade aos processos.

No Tocantins
Em outubro deste ano, o secretário Nacional da Reforma do Judiciário, Rogério Favreto, realizou visita ao Estado com o propósito de fortalecer a rede de atendimento à mulher em situação de violência. A proposta do Governo é a criação e estruturação de um Juizado Especial de combate à violência doméstica e familiar, do fortalecimento e expansão dos núcleos especializados da Defensoria Pública, dos Centros de Referência e das Delegacias da Mulher. Os recursos serão provenientes do Pronasci - Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania.
Defensoria Pública atende cerca de 60 casos de violência contra mulher por mês | DPE-TO