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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Ação Pública

Defensoria e MPTO requerem que Estado reestruture serviço de cirurgia ginecológica

Autor(a): Gisele França/Comunicação DPE-TO

No HGP, alguns procedimentos cirúrgicos ginecológicos estão paralisados, conforme ofício da Secretaria de Saúde do Estado, em razão da indisponibilidade de material
No HGP, alguns procedimentos cirúrgicos ginecológicos estão paralisados, conforme ofício da Secretaria de Saúde do Estado, em razão da indisponibilidade de material — Loise Maria/Comunicação DPE-TO - Arquivo

Matéria atualizada às 16h42

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), em atuação conjunta com o Ministério Público do Tocantins (MPTO), protocolaram nesta segunda-feira, 27, uma Ação Civil Pública (ACP) requerendo providências do Estado para que, no prazo máximo de até 20 dias, reestruture o serviço de avaliação pré-cirúrgica e cirurgia ginecológica na rede pública estadual.

Na Ação, a reestruturação inclui toda a estrutura hospitalar necessária como materiais, medicamentos, equipamentos, insumos, leitos clínicos e terapia intensiva e equipe técnica para o pré e pós-operatório.

Quanto ao serviço prestado atualmente, os Órgãos requerem que sejam informadas quais cirurgias ginecológicas são realizadas nos Hospitais Regionais do Estado e quais são realizadas somente no Hospital Geral de Palmas (HGP).

Caso não seja possível a realização dos procedimentos nos hospitais estaduais, que seja contratada a rede privada para a oferta do serviço, de preferência dentro do Estado, em razão dos custos de locomoção do paciente para outras localidades.

Demanda reprimida

Segundo a ACP, atualmente há uma fila com 1.156 pacientes aguardando por consulta pré-operatória. No HGP, alguns procedimentos cirúrgicos ginecológicos estão paralisados, conforme ofício da Secretaria de Saúde do Estado, em razão da indisponibilidade de material, com a demanda reprimida de 816 solicitações, sendo que a paciente com a data de inserção mais antiga aguarda pela cirurgia desde 29 de novembro de 2019, isto é, há mais de três anos.

“Porém, é preciso averiguar melhor essas informações prestadas pelo Estado, já que o número pode ser ainda maior. Dizemos isso porque em processos individuais vimos o Estado tratar o caso como eletivo quando há pacientes sentindo dor, sangrando, numa exposição de sua intimidade e uma imposição de sofrimento intenso a essas mulheres”, ressalta o Expediente.

Tratativas Extrajudiciais

Segundo o Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (Nusa) da DPE-TO, que assina a ACP, várias foram as tratativas extrajudiciais para que os serviços fossem regularizados. No entanto, não podendo mais aguardar a demora inexplicável do Estado, a Ação foi proposta.

Assinam a Ação Civil Pública pela DPE-TO, o coordenador do Nusa, defensor público Freddy Alejandro Solórzano Antunes e o o titular da 30ª Defensoria Pública de Saúde de Palmas, defensor público Arthur Luiz Pádua Marques. Pelo Ministério Público do Tocantins o promotor de justiça Thiago Ribeiro Franco Vilela.

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