O setor de Neurocirurgia do Hospital Geral de Palmas (HGP) foi vistoriado na tarde desta quarta-feira, 9, pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) e Ministério Público do Tocantins (MPTO). A vistoria foi demandada por ambos os órgãos após diversas reclamações de pacientes sobre demora em fila de espera para a realização de cirurgias.
Estiveram no hospital o coordenador do Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (Nusa), defensor público Freddy Alejandro Solórzano Antunes, e promotora de Justiça Araína Cesárea Ferreira dos Santos D'Alessandro, que foram acompanhados pelo diretor diretor-geral do HGP, Leonardo Toledo.
Conforme informado, atualmente a Neurocirurgia do HGP possui um total de 50 pacientes, sendo que 26 aguardam por procedimentos cirúrgicos e 24 estão em recuperação de pós-operatório.
Na ocasião, o coordenador da Neurocirurgia do HGP, o médico Márcio Antônio Figueiredo, informou que o fluxo de realização de cirurgias está normal, contudo, alguns entraves como a falta de alguns insumos, que estaria em falta em todo o Brasil, e déficit na escala médica. Ele explicou que normalmente a média do Hospital são quatro cirurgias realizadas por semana, porém, os entraves citados pelo médico fizeram com que fosse reduzido para três vezes na semana.
Além da Neurocirurgia, o Defensor Público e a Promotora de Justiça também passaram pela farmácia e pelos corredores do Hospital, que seguem com pacientes aguardando procedimentos.
Ação
Um questionário foi entregue à Coordenação de Enfermagem para prestar informações até esta quinta-feira, 10, com dados como tempo de permanência dos pacientes, cancelamento de cirurgias e falta de equipamentos e insumos.
Os dados coletados serão incluídos nos autos de uma Ação Civil Pública em andamento da Defensoria Público em conjunto com o Ministério Público.