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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Defensores públicos reforçam atuação da Instituição na defesa do Tribunal do Júri

Defensora pública Karla Letícia abordou sobre defesa técnica no plenário do Júri
Defensora pública Karla Letícia abordou sobre defesa técnica no plenário do Júri — Loise Maria/ Ascom DPE-TO


Assunto foi tema de palestra do II Simpósio Regional da Defensoria Pública da Área Criminal: Atuação estratégica da Defesa no Júri e Execução Penal que aconteceu nesta quinta-feira, 31, em Gurupi


A Defesa Técnica no Plenário do Júri foi um dos pontos de discussão do II Simpósio Regional da Defensoria Pública da Área Criminal: Atuação estratégica da Defesa no Júri e Execução Penal que a Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) realizou na Universidade de Gurupi (Unirg), nesta quinta-feira, 31.

O evento, que contou com a participação de centenas de estudantes universitários, trouxe para discussão a atuação da DPE na defesa no júri. As defensoras públicas Karla Letícia de Araújo Nogueira e Cristiane Japiassu, que palestraram sobre o assunto, pontuou questões das práticas do Tribunal do Júri e Estrutura do inquérito policial e do procedimento investigatório criminal.

Na ocasião, a defensora pública Cristiane Japiassu desmitificou a conceito de que a Defensoria Pública só defende bandido. “Nós defendemos direitos, a ampla e plena defesa, o que é muito importante para todo cidadão, porque apontar a pessoa no banco dos réus é muito fácil, mas hoje ele é X ou Y e amanhã pode ser vocês ou um parente qualquer”, pontuou.

Já a defensora pública Karla Letícia abordou sobre defesa técnica no plenário do Júri, o que para ela é garantido com prática e experiência. “A técnica não nasce no plenário, mas tem de ser fruto de todo um trabalho desenvolvido com seriedade e comprometimento”, declarou.

Durante o Simpósio, outro ponto de discussão foi "o Superencarceramento no Tocantins", ministrado pelos defensores públicos Napociani Póvoa, coordenadora do Núcleo Especializado de Assistência e Defesa do Preso (Nadep) e Kita Maciel.

“Pode estar preso, cumprindo pena, mas é pessoa, que já tem o seu direito de mobilidade cerceado e que está exercendo o seu cumprimento de direito, estabelecido especialmente na Constituição Federal”, comentou Napociani Póvoa.

O defensor público Kita Maciel também falou sobre os altos números de população carcerária em todo País, o que é crescente e preocupante. “É necessário desafogar o cárcere, mas o que vemos são altas penas, as cadeias superlotadas e morosidade no julgamento dos processos. Precisamos proteger a sociedade, mas temos de lembrar que a prisão não é regra, ela é exceção”, enfatizou.

Simpósio

O Simpósio teve como objetivo discutir questões concernentes ao procedimento do júri e da execução penal. O evento foi realizado por meio do Núcleo do Tribunal do Júri (Nujuri), Núcleo Especializado de Assistência e Defesa ao preso (Nadep) e pela Escola Superior da Defensoria Pública com apoio da Unirg.

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Acadêmicos de Gurupi aprendem sobre Tribunal do Júri e Execução Penal em simpósio da DPE-TO https://www.defensoria.to.def.br/noticia/39169


Defensora pública Cristiane Japiassu desmitificou a conceito de que a Defensoria Pública só defende bandido — Loise Maria/ Ascom DPE-TO
Defensores públicos Napociani Póvoa e Kita Maciel — Loise Maria/ Ascom DPE-TO
Defensores públicos reforçam atuação da Instituição na defesa do Tribunal do Júri | DPE-TO