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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Povos Indígenas

Defensora Pública do Tocantins integra conferência de Direitos Humanos em Goiás

Autor(a): Laiane Vilanova/ Comunicação DPE-TO

Na oportunidade, Letícia Amorim também falou sobre o projeto "Defensorias do Araguaia"
Na oportunidade, Letícia Amorim também falou sobre o projeto "Defensorias do Araguaia" — Defensoria Pública/ Divulgação

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) marcou presença nesta quarta-feira, 11, da 7ª Conferência de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO). Com o tema Ancestralidade: Cultura, Meio Ambiente e Resistência, a atividade, voltada para os povos indígenas, quilombolas e adeptos de religiões de matriz africana, contou com a participação da coordenadora do Núcleo Especializado de Questões Étnicas e Combate ao Racismo (Nucora), defensora pública Letícia Amorim.

Uma das conferencistas da mesa de debates “Ancestralidade e Povos Originários, Letícia Amorim frisou que uma boa atuação jurídica passa por deixar os preconceitos de lado. “Na faculdade, por exemplo, eu não tive matérias atinentes aos povos indígenas, mas todos nós saímos da faculdade com o ‘estatuto do índio’ na nossa cabeça, e falar índio ainda era muito comum no meio jurídico. Mas nós precisamos nos desvencilhar dessas acepções erradas e de todo e qualquer preconceito para que possamos ter uma boa atuação jurídica”, afirmou.

Na oportunidade, a Coordenadora do Nucora também falou sobre o projeto “Defensorias do Araguaia”, do qual foi a idealizadora, que resultou em um documentário, lançado nesta quarta-feira, durante o evento. 

A 7ª Conferência de Direitos Humanos foi organizada pelo Núcleo Especializado de Direitos Humanos (NUDH) da DPE-GO.


Defensorias do Araguaia

Os atendimentos jurídicos promovidos por meio do projeto Defensorias do Araguaia foram realizados de 15 a 26 de junho deste ano, em quatro aldeias do Alto Araguaia, da etnia Karajá, localizadas nos estados do Tocantins, Mato Grosso e Goiás. São elas: Aldeia São Domingos (MT), Aldeia Fontoura (TO), Aldeia Bdeduré (GO) e Aldeia Buridina (GO).

Ao todo, foram realizados 1.069 atendimentos jurídicos integrais e gratuitos, com cerca de 4 mil indígenas beneficiados na atuação coletiva, além de interlocuções com outras instituições para a ampliação dos tipos de atendimento.

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