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Defensoria Pública do Estado do Tocantins
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Congresso Nacional de Defensores discute atuação extrajudicial

Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026
Detalhe da sede de atendimentos da Defensoria Pública, em Palmas, em abril de 2026 — DPE-TO
Os trabalhos, no segundo dia, do IX Congresso Nacional dos Defensores Públicos, realizado em Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira,17/11, trouxeram para discussão em um dos paineis “Atuação Extrajudicial dos Defensores Públicos. Participação em Conselhos, conscientização em direitos e interlocução com a sociedade civil”.

A mesa teve como palestrante o procurador do Município de Porto Alegre e ex-secretário da Reforma do Judiciário, Rogério Favreto. Como debatedores, participaram o Defensor Público de Minas Gerais, Sérgio Augusto Riani, e a Defensora Pública do Ceará, Isabelle de Menezes Ferreira. O Procurador disse que a atuação extrajudicial dos Defensores Públicos é prevista na Lei Orgânica da Instituição, seja por meio da difusão e conscientização dos direitos da cidadania e ornamento jurídico, participação em conselhos, transação, mediação ou conciliação. “A Defensoria Pública tem a atribuição formal de gerar igualdade entre os cidadãos”, destacou Favreto.

A capacitação na atividade extrajudicial e a mudança no perfil do profissional do Direito para se tornar agente pacificador, também foi destacado pelo ex-secretário. Segundo Rogério Favreto, o País tem hoje 80 milhões de processos e a atuação extrajudicial dos Defensores Públicos é uma alternativa para ajudar a desafogar a Justiça brasileira.

A defensora pública do Ceará, Isabelle Menezes, ressaltou que as comunidades têm se organizado de forma independente na busca por solução que o Estado não oferece. Para a Defensora, a Instituição deve ser parceira nesta busca. “Ao oferecer educação em direitos, se humaniza o trabalho do Defensor Público para além dos processos judiciais, empoderando o assistido e auxiliando-o a chegar à solução de seus conflitos, de forma que se resolvam e não se perpetuem”, destacou Isabelle Menezes.

A atividade extrajudicial que os Defensores Públicos realizam, de acordo com Sérgio Riani, defensor público de Minas Gerais, é um elemento importante para a aproximação da Instituição com a sociedade e até mesmo com a classe política. “É uma grande chance para que possamos conquistar o reconhecimento não só da população, mas também do setor político”, disse Riani.

O Defensor relatou o trabalho de atuação em parceria com a comunidade na Comarca de Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais, que gerou a conscientização e o respeito da população para com a Defensoria Pública. Sérgio Riani apresentou o calendário de atividades estratégicas que será implementado em 2011 com atividades em conjunto de várias Defensorias no Estado. Os eventos levarão atendimentos jurídicos e prestação de serviços à população, como forma de divulgação da Instituição e dos direitos. O Defensor lembrou ainda que o projeto conta com o apoio da atual  administração da Defensoria Pública e, desde o surgimento da proposta, tem o incentivo da Associação dos Defensores Públicos de Minas Gerais.




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