A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), por meio do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (Nudem), realizou nesta sexta-feira, 28, o último módulo do curso Defensoras Populares. O encontro, que ocorreu na sala de reuniões do Conselho Superior da Instituição, em Palmas, reuniu participantes da 2ª edição do Projeto, que busca formar lideranças femininas comprometidas com a promoção dos direitos das mulheres e o enfrentamento às desigualdades de gênero.
A coordenadora do Nudem, defensora pública Pollyana Lopes Assunção, avaliou positivamente a realização do ciclo formativo e ressaltou o impacto a ser gerado nas comunidades. “Hoje concluímos o quinto e último módulo, e teremos a formatura no dia 5. O balanço é extremamente positivo. Trouxemos mulheres de diversos segmentos e vimos histórias transformadoras. Temos aqui participantes que iniciaram em outras cidades, se formaram, avançaram academicamente e hoje retornam para fortalecer novas turmas. Também construímos parcerias importantes, como com o Senac, para ampliar oportunidades de capacitação profissional”.
A aula final contou com a participação da mestra em Comunicação e Sociedade Ana Cleia Kika, defensora popular formada na 1ª edição do Projeto, que apresentou uma reflexão sobre o protagonismo das mulheres negras na luta por direitos. Ela destacou a importância das contribuições de pensadoras como Lélia Gonzalez, além de reforçar a relevância do Novembro Negro como um marco de reivindicação e reconhecimento histórico.
O encerramento do curso também contou com a palestra da mestra em Ensino de Ciência e Saúde Lúcia Córdula que abordou o papel estratégico da comunicação na defesa dos direitos das mulheres. Em sua fala, destacou ferramentas práticas e acessíveis para fortalecer ações comunitárias.
Entre as participantes, a aluna Maria Aparecida Magalhães, de 55 anos, celebrou a experiência. “Fiz todas as aulas. As palestras foram muito enriquecedoras, principalmente as que trataram da igualdade racial. Trazer esse projeto para Palmas foi maravilhoso. Deve ter mais edições, mais vezes, porque incentiva e transforma. Mudou meu modo de pensar, de agir e até minha timidez. Hoje me sinto mais preparada”.